
Mensagens nas redes sociais — incluindo reproduções de reportagens falsas — afirmam que uma suposta pesquisa científica dos EUA teria concluído que o mundo acaba em 2026, mas cientistas desmentem essa conclusão, alertando que não há qualquer estudo credível que indique uma data específica para o fim da humanidade, muito menos neste ano.
Alegações desse tipo frequentemente se originam de interpretações erradas de equações demográficas antigas, como uma projeção de crescimento populacional publicada na revista Science em 1960 que, em modelo matemático, apontava um “ponto singular” em 13 de novembro de 2026 — mas isso é apenas um artefato da fórmula e não uma previsão real de catástrofe global.
Riscos Globais e o fim do mundo
Especialistas em riscos globais ressaltam que ameaças reais à civilização — como mudanças climáticas, pandemias, guerras nucleares ou impactos de asteroides — são objeto de monitoramento científico contínuo, mas não há consenso nem evidência científica de que qualquer uma delas levará ao fim do mundo em 2026. Instituições como agências espaciais e universidades destacam que cenários de extinção humana são estudados dentro de contextos de risco a longo prazo e modelagens para políticas públicas, não para apontar uma data específica de fim do planeta.
A circulação de boatos sobre o “fim do mundo iminente” ocorre há séculos — de profecias religiosas a previsões matemáticas mal interpretadas — e sempre atrai atenção popular, mesmo sem respaldo científico.