
O Ministério do Turismo encerrou nesta sexta-feira, 21 de novembro, sua participação na COP30, em Belém, com um balanço das ações realizadas durante os dias dedicados ao turismo na Conferência do Clima da ONU. A cerimônia ocorreu no estande “Conheça o Brasil”, na Green Zone, reunindo autoridades, servidores e representantes de diversos segmentos que integraram a programação.
Ao abrir o balanço, o ministro Celso Sabino (União Brasil) destacou que a COP30 foi marcada por inclusão inédita. “Nós fizemos aqui uma história”, afirmou. Ele reforçou que a Green Zone reuniu debates amplos, envolvendo povos da floresta, ribeirinhos, agricultores familiares, quilombolas, organizações não governamentais e moradores de regiões onde a floresta influencia diretamente o cotidiano. “Por aqui passaram dezenas de milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de falar e de serem ouvidas”, declarou.
Sabino ressaltou o caráter histórico da conferência sediada em Belém. “Esta COP se encerra como a mais inclusiva da história da ONU no combate ao clima”, disse. Segundo ele, a participação direta de povos da floresta foi um marco. “Foi a primeira COP em que populações ribeirinhas puderam participar, falar e serem ouvidas”, afirmou.
Segundo dados divulgados pelo ministério, mais de 10 mil turistas estrangeiros passaram por Belém nos primeiros dez dias da COP. No mesmo período, o Brasil recebeu 657.344 visitantes internacionais, 12% a mais que no ano anterior. A movimentação no Aeroporto Internacional de Belém alcançou 198,7 mil passageiros até o dia 15 de novembro — alta de 24% — com expectativa de superar 400 mil até o fim do mês.
Protagonismo de Belém e gastronomia
O ministro também celebrou o protagonismo de Belém. “A cidade é conhecida pela UNESCO como cidade inteligente da gastronomia e é reconhecida pela hospitalidade do seu povo”, destacou. Ele citou ainda o recente reconhecimento de um grande veículo norte-americano, “que apontou Belém como a cidade de maior gastronomia do Brasil”, afirmou.
Em relação ao princípio de incêndio registrado no evento, Sabino destacou a resposta rápida da equipe. “Foi contido em seis minutos, mostrando que todo o planejamento de contingência foi eficaz”, disse. Ele afirmou que a Polícia Federal investiga a entrada de um micro-ondas clandestino na área da conferência. “Não estava no planejamento que esse micro-ondas passasse pelo raio-X da ONU”, afirmou.
Encerramento e defesa da imagem de Belém
Encerrando o balanço, Sabino defendeu a imagem da capital paraense. “A cidade de Belém não mereceu e não merecerá as críticas que recebeu”, declarou. Ele afirmou que trabalha para desfazer equívocos e garantir que a COP30 seja lembrada “como a COP da floresta, da inclusão e da coragem do povo paraense”, afirmou.