
A virada para 2026 pode começar milionária para um ou mais brasileiros. A Mega da Virada deste ano poderá pagar até R$ 1 bilhão, a depender da arrecadação do concurso especial 2.955, segundo a Caixa Econômica Federal. O prêmio estimado da faixa principal é de R$ 850 milhões, valor 33% maior que o da edição passada, que pagou cerca de R$ 635,5 milhões. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Uma portaria publicada pelo Ministério da Fazenda elevou para 90% a fatia destinada ao prêmio principal antes, o percentual era de 62%. Com isso, esta será a maior premiação já ofertada na história da Mega da Virada.
As apostas começaram em 1º de novembro e podem ser feitas até 31 de dezembro nas lotéricas, pelo site ou aplicativo das Loterias Caixa. Neste ano, o horário para registrar apostas foi ampliado: agora, é possível jogar até 20h30. O prêmio não acumula se ninguém acertar as seis dezenas, o valor é dividido entre os acertadores da quina e, se necessário, da quadra.
O sonho de enriquecer e o comportamento humano
Para o professor Ahmed El Khatib, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FECAP, o desejo de ficar milionário é comum e motivado por fatores como segurança financeira, liberdade, status e a possibilidade de realizar sonhos e ajudar outras pessoas.
Ele explica que, embora a economia trate dos incentivos relacionados à riqueza, as motivações individuais são complexas. “Muitos acreditam que a riqueza trará felicidade e realização pessoal”, afirma.
Um estudo do British Journal of Psychology aponta que pessoas ricas tendem a demonstrar características como estabilidade emocional, flexibilidade, independência na tomada de decisões e foco pessoal. O professor alerta, porém, que a busca exagerada por riqueza pode gerar prejuízos emocionais, psicológicos e até comportamentais.
Chances continuam baixas
As probabilidades seguem praticamente inalteradas: a chance de acertar as seis dezenas da Mega-Sena com uma aposta simples é de 1 em 50.063.860. Participar de bolões pode aumentar a probabilidade de acerto de algumas faixas, mas as chances de vencer ainda são consideradas muito baixas.
“Não existem estratégias garantidas para ganhar na loteria. É fundamental jogar de forma responsável e nunca comprometer o orçamento pessoal”, reforça El Khatib, destacando a importância de políticas públicas que previnam impactos negativos do jogo excessivo.
A história das loterias
A prática de sorteios com distribuição de prêmios remonta a civilizações antigas, como Roma e China. As primeiras loterias oficiais surgiram na Europa do século XVI, com registros na Alemanha, Itália, França e Inglaterra. A mais antiga em atividade é a Loteria de Natal da Espanha, criada em 1812.
No Brasil, o primeiro registro de loteria é de 1784, em Vila Rica (atual Ouro Preto). O primeiro concurso oficial ocorreu em 15 de setembro no Rio de Janeiro.
Atualmente, o país possui 10 modalidades lotéricas, entre elas Mega-Sena, Lotofácil e Quina. Além do entretenimento, as loterias desempenham um importante papel social ao financiar áreas como seguridade social, educação, cultura e esporte.
“É uma atividade que contribui diretamente para a economia brasileira e para políticas públicas”, completa Ahmed El Khatib.
Com informações: FECAP
Editado por Débora Costa