Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na manhã desta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a sessão plenária da Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém (PA), enfatizando que a crise climática exige medidas concretas e não meras promessas.

Lula lembrou que mais de três décadas se passaram desde a Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, e que agora a Convenção do Clima retorna ao Brasil em uma região chave para o equilíbrio ambiental global — a Amazônia.

Ele ressaltou que “os olhos do mundo se voltam para Belém com imensa expectativa”.

Direcionamento e mensagem central

O presidente afirmou que a COP30 não pode servir como mercado de ideias ou mera vitrine: é necessária implementação de ações. Ele destacou que o Brasil, como país-anfitrião, está comprometido com um protagonismo genuíno no enfrentamento das mudanças climáticas. Lula apontou para três frentes principais:

• Fortalecer a conservação da floresta amazônica como parte central da estratégia climática do Brasil.

• Mobilizar financiamento climático internacional que vá além de discursos e passe à prática.

• Assegurar que povos tradicionais, comunidades da floresta e territórios vulneráveis assumam protagonismo nas decisões.

Desafios da candidatura

Ao assinalar o papel estratégico da capital paraense, Lula reconheceu os desafios logísticos de sediar um evento global na Amazônia, incluindo infraestrutura de hospedagem e conectividade.

Expectativas para a COP30

Ele afirmou que a COP30 será “a melhor de todas” se cumprir seu propósito de gerar impacto real.

Luiz Inácio Lula da Silva acolheu os chefes de Estado e governo presentes, mas ressaltou que ausência de grandes emissores climáticos ou discursos vagos não podem comprometer o resultado. Ele deixou claro que o Brasil espera de cada país contribuição alinhada à urgência ambiental, não apenas compromissos simbólicos.

Com o discurso de abertura, o Brasil assume nesta COP30 não apenas cenário — mas comando. A missão: transformar agenda em ação, na Amazônia e no mundo.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.