
Na manhã desta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a sessão plenária da Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém (PA), enfatizando que a crise climática exige medidas concretas e não meras promessas.
Lula lembrou que mais de três décadas se passaram desde a Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, e que agora a Convenção do Clima retorna ao Brasil em uma região chave para o equilíbrio ambiental global — a Amazônia.
Ele ressaltou que “os olhos do mundo se voltam para Belém com imensa expectativa”.
Direcionamento e mensagem central
O presidente afirmou que a COP30 não pode servir como mercado de ideias ou mera vitrine: é necessária implementação de ações. Ele destacou que o Brasil, como país-anfitrião, está comprometido com um protagonismo genuíno no enfrentamento das mudanças climáticas. Lula apontou para três frentes principais:
• Fortalecer a conservação da floresta amazônica como parte central da estratégia climática do Brasil.
• Mobilizar financiamento climático internacional que vá além de discursos e passe à prática.
• Assegurar que povos tradicionais, comunidades da floresta e territórios vulneráveis assumam protagonismo nas decisões.
Desafios da candidatura
Ao assinalar o papel estratégico da capital paraense, Lula reconheceu os desafios logísticos de sediar um evento global na Amazônia, incluindo infraestrutura de hospedagem e conectividade.
Expectativas para a COP30
Ele afirmou que a COP30 será “a melhor de todas” se cumprir seu propósito de gerar impacto real.
Luiz Inácio Lula da Silva acolheu os chefes de Estado e governo presentes, mas ressaltou que ausência de grandes emissores climáticos ou discursos vagos não podem comprometer o resultado. Ele deixou claro que o Brasil espera de cada país contribuição alinhada à urgência ambiental, não apenas compromissos simbólicos.
Com o discurso de abertura, o Brasil assume nesta COP30 não apenas cenário — mas comando. A missão: transformar agenda em ação, na Amazônia e no mundo.