Levantamento do Datafolha mostra Lula à frente em todos os cenários testados para 2026, com forte desgaste entre candidatos ligados ao bolsonarismo.
Levantamento do Datafolha mostra Lula à frente em todos os cenários testados para 2026, com forte desgaste entre candidatos ligados ao bolsonarismo.

A nova pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2026 mostra que o presidente Lula (PT) segue em vantagem tanto no primeiro quanto no segundo turno, especialmente quando enfrenta candidatos da família Bolsonaro. Anunciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como seu nome para a disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece 15 pontos atrás de Lula em um eventual segundo turno, marcando 51% a 36%.

Outros nomes da direita testados também ficam atrás do petista, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com diferença de cinco pontos, e Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, com seis pontos. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, ouvindo 2.002 eleitores, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A indicação de Flávio pelo pai, condenado por tentativa de golpe e inelegível até os 105 anos, desagradou partidos do centrão e siglas que hoje compõem a base de Lula, como MDB e PSD. Os novos números reforçam a preocupação desses grupos com a força do presidente no cenário atual.

No mesmo levantamento, o Datafolha testou o próprio Jair Bolsonaro, cuja vantagem frente a Lula diminuiu após sua condenação e prisão: antes, perdia por 47% a 43%, agora cai para 49% a 40%, mas sem chances reais de disputar em 2026.

Cenário do 1º turno e desempenho dos candidatos

No primeiro turno, Lula segue na frente com 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 18%, Ratinho Jr. chega a 12%, Ronaldo Caiado (União Brasil), goverrnador de Goiás, aparece com 7% e Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, marca 6%.

A troca de Flávio por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal que está nos Estados Unidos desde março deste ano, mantém o mesmo cenário, enquanto a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) apresenta melhor desempenho dentro da família, alcançando 24% contra 41% do presidente. Com Tarcísio de Freitas como candidato, Lula mantém 41%, enquanto o governador paulista chega a 23%, seguido por Ratinho Jr. com 11%.

Rejeição dos candidatos e presença nacional

As taxas de rejeição reforçam a dificuldade da direita ligada ao bolsonarismo. Jair Bolsonaro tem 45% de rejeição, empatado tecnicamente com Lula, que tem 44%. Flávio Bolsonaro aparece com 38%, Eduardo com 37% e Michelle com 35%, números considerados altos para quem nunca concorreu a uma eleição nacional. Já governadores como Tarcísio, Zema e Ratinho Jr. apresentam menor rejeição, variando entre 18% e 21%, mas ainda têm baixa presença nacional.

Editado por Débora Costa

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.