Joelma foi condenada a ressarcir fã por gastos com cruzeiro “Isso é Calypso em Alto Mar”, cancelado antes da estreia.
Joelma foi condenada a ressarcir fã por gastos com cruzeiro “Isso é Calypso em Alto Mar”, cancelado antes da estreia.

A Justiça decidiu contra Joelma em um processo relacionado ao polêmico cruzeiro “Isso é Calypso em Alto Mar”, evento anunciado como uma experiência inédita para fãs, mas que acabou cancelado antes de sair do papel.

A ação, movida por Eduardo dos Reis, contestava a suspensão do projeto e pedia indenização de R$ 45 mil por danos morais, além do reembolso do valor gasto para garantir a cabine no navio.

A sentença, proferida em 11 de novembro, reconheceu parcialmente o pedido do autor. A juíza entendeu que Joelma e a empresa J Music, responsáveis pela concepção e divulgação do cruzeiro, participaram de forma determinante para atrair consumidores e fortalecer a expectativa de realização do evento.

Por isso, condenou a artista, a J Music e a Sun7live a devolverem R$ 857 referentes ao valor ainda não reembolsado da cabine comprada. No entanto, o pedido de indenização por danos morais foi negado.

Para a magistrada, não houve comprovação de sofrimento além do desgaste natural causado por um serviço ofertado e posteriormente frustrado. Segundo a decisão, o cancelamento, apesar de inconveniente, não configurou abalo moral indenizável.

Entenda o caso do cruzeiro cancelado

A coluna apurou que a sentença pode servir de referência para outros processos que envolvem o mesmo cruzeiro, já que diversos consumidores entraram na Justiça após o cancelamento.

A derrota parcial pode favorecer a cantora ao evitar condenações mais altas, caso o entendimento se repita em ações semelhantes. O processo ainda pode ser alvo de recurso das partes envolvidas.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.