Um supermercado participativo onde cada pessoa é dona, trabalhadora e consumidora, ao mesmo tempo!
Um supermercado participativo onde cada pessoa é dona, trabalhadora e consumidora, ao mesmo tempo!

São Paulo será sede do primeiro supermercado cooperativo e participativo do Brasil, a Gomo Coop, inaugurado na primeira quinzena de janeiro no centro da capital paulista e inspirado em modelos internacionais de mercados onde quem cooperar trabalhando no próprio espaço também se torna dono e tem direito a comprar com descontos, um formato que vem ganhando atenção nas redes sociais e no debate sobre consumo sustentável e economia solidária.

No modelo adotado pela Gomo Coop, os cooperados — consumidores que se associam à cooperativa — devem cumprir cerca de três horas de trabalho por mês em atividades como reposição de produtos, atendimento de caixa, organização de estoque e limpeza, em troca do direito de comprar produtos com preços reduzidos, especialmente itens de hortifruti agroecológico, agricultura familiar e outros alimentos sustentáveis, além de participarem coletivamente das decisões da cooperativa, aproximando assim a operação do supermercado do conceito de autogestão e reduzindo custos operacionais.

Ideia inspirada em cooperativa americana

A ideia, inspirada principalmente na Park Slope Food Coop, cooperativa de Nova York que existe há 50 anos sob o lema “só compra quem trabalha”, e em experiências semelhantes na Europa, como a La Louve em Paris, busca fortalecer laços comunitários e oferecer alternativas ao varejo tradicional, com foco na redução de preços por meio da participação ativa dos membros na rotina do mercado.

Durante os primeiros seis meses de funcionamento, a Gomo Coop pretende abrir suas portas também ao público não cooperado em horários e condições específicas, permitindo que mais pessoas conheçam o funcionamento da cooperativa antes de optar pela adesão, estratégia que pode ampliar a base de participantes e divulgar o modelo inovador de consumo colaborativo.

A proposta vem repercutindo em redes sociais, onde usuários destacam a ausência de patrão, o envolvimento direto dos consumidores na operação e a possibilidade de reduzir os gastos com compras do mês — um desafio relevante no contexto de alta nos preços dos alimentos e na busca por alternativas econômicas e sustentáveis no varejo alimentício.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.