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A polícia da Itália desarticulou um esquema que facilitava a obtenção irregular da cidadania italiana para brasileiros por meio de residências falsas no município de Moggio Udinese, no norte do país. A investigação, que durou quase um ano, resultou na denúncia de seis pessoas por falsidade ideológica em atos públicos — entre elas ex-administradores e servidores municipais.

A fraude beneficiou pelo menos 84 brasileiros entre 2018 e 2024, concedendo a eles residência oficial, mesmo sem morarem de fato no local, para agilizar o reconhecimento de cidadania jus sanguinis. Após a regularização, muitos teriam transferido residência para o exterior, burlando o natural processo no consulado brasileiro.

Custo e operação do esquema

Custo do esquema era de R$ 37 mil por brasileiro

Segundo a investigação, intermediários — uma albanesa de 61 anos e um brasileiro de 54, residentes na região do Vêneto — ofereciam contratos de aluguel fictício, documentação falsa e até auxílio logístico para viagens curtas à Itália a fim de concluir o processo de cidadania. O custo cobrado girava em torno de 6 mil euros por pessoa (aproximadamente R$ 37 mil), totalizando mais de 500 mil euros (cerca de R$ 3,1 milhões) em movimentações suspeitas, feitas via contas no exterior.

Impacto e mudanças na legislação

A descoberta do esquema reforça as suspeitas de que quadrilhas internacionais vinham lucrando com a demanda de brasileiros por dupla cidadania. A ação expõe fragilidades históricas nos critérios de verificação de residência e deu força a mudanças recentes nas regras de concessão da cidadania italiana — anunciadas em 2025 pelo governo italiano — que passam a limitar o reconhecimento jus sanguinis a descendentes diretos até segunda geração, como pais ou avós.

Editado por Débora Costa

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.