
O Congresso aprovou o PL 1.087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas com rendimento mensal de até R$ 5.000, além de reduzir a tributação para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. A medida promoverá impacto direto para cerca de 10 milhões de contribuintes da classe média.
Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas deixarão de pagar imposto de renda ao estar enquadradas na faixa de até R$ 5.000 mensais. Para o grupo entre R$ 5.000 e R$ 7.350, a economia anual por pessoa poderá variar entre R$ 1.300 e R$ 3.367, dependendo da faixa de renda.
A renúncia fiscal alcança aproximadamente R$ 25,4 bilhões em receita do IRPF.
O que muda
• Nenhum imposto de renda será cobrado de quem ganhar até R$ 5.000 por mês (equivalente a cerca de R$ 60.000 por ano).
• Para rendimentos mensais de R$ 5.000,01 até R$ 7.350, haverá alívio parcial no imposto.
• Quem ganha mais de R$ 7.350 mensais seguirá sendo tributado pela alíquota máxima vigente (27,5%).
• Para compensar a queda de arrecadação, o projeto prevê aumento da tributação sobre rendas elevadas, a partir de R$ 600.000 anuais.
Quando entra em vigor
A nova regra já foi aprovada no Senado e segue agora para sanção presidencial antes de entrar em vigor. A previsão é que as alterações comecem a valer a partir de janeiro de 2026, conforme o texto aprovado.
O que permanece
• Contribuintes com renda mensal superior a R$ 7.350 continuarão sujeitos à tributação plena.
• A obrigatoriedade da declaração anual de IR permanece para quem ultrapassar os limites estipulados por lei.
Em resumo
Em resumo: se você ganha até R$ 5.000 mensais, poderá ficar isento do imposto de renda a partir da nova regra. Se sua renda está entre R$ 5.000 e R$ 7.350, o alívio tributário também será significativo. As mudanças ainda aguardam sanção, mas já representam uma transformação importante na tributação da pessoa física no Brasil.