Indústria paraense debate mineração e economia circular na COP 30

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) deu início à sua participação na COP30 em Belém, marcando presença na Zona Azul, palco das negociações internacionais, e na Zona Verde, voltada à sociedade civil e ao público geral.

A programação começou com o painel “Minerais Estratégicos: da extração sustentável à geração de valor”, cujo foco foi a melhor integração entre a cadeia de mineração e as exigências de uma transição energética global — com atenção especial à Amazônia. No encontro foram destacados:

 – A Carta Santarém, iniciativa que reúne governo, produção e academia para fortalecer a governança ambiental da mineração na região.

 – O uso de tecnologia, boas práticas ambientais e transparência como fatores-chave para uma mineração mais sustentável.

 – A necessidade de licenciamento prioritário de minerais estratégicos — sem abrir mão de normas de controle ambiental, segundo o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará.

Na sequência, o painel “Economia Circular: transformando resíduos em recursos” explorou como a indústria local já atua realizando reciclagem, aproveitamento de subprodutos e geração de energia limpa — com destaque para exemplos como o uso do caroço de açaí como combustível e a produção de biogás/biometano para o mercado da aviação.

A FIEPA na COP30

A participação da FIEPA na COP30 evidencia que o setor industrial do Pará não está apenas cumprindo agenda, mas propondo soluções concretas para a sustentabilidade em biomas críticos. A integração entre mineração sustentável e economia circular representa uma nova agenda econômica, social e ambiental para a região amazônica — movimento que a FIEPA denomina jornada “COP+”.

Próximos Dias da Conferência

Nos próximos dias da conferência, a FIEPA continuará atuando. Dia 11 haverá painel sobre Energias Renováveis: Desafios e Oportunidades para a Amazônia. Ainda na Semana da COP30, debates sobre descarbonização na indústria da Amazônia, economia de baixo carbono e rastreabilidade como pilar para a Amazônia sustentável.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.