Drones usados pelo iFood transportam até 10 kg e percorrem até 20 km, reduzindo drasticamente o tempo de entrega.
Drones usados pelo iFood transportam até 10 kg e percorrem até 20 km, reduzindo drasticamente o tempo de entrega.

O iFood iniciou uma nova fase do delivery no Brasil ao estrear seu serviço de entregas por drones, com a primeira operação comercial funcionando em Aracaju (SE), desde outubro.

A iniciativa, feita em parceria com a empresa brasileira Speedbird Aero, busca otimizar a logística urbana e reduzir gargalos críticos, como o trajeto entre a capital e o município vizinho Barra dos Coqueiros, que antes exigia cerca de 40 minutos de deslocamento por ponte. Agora, o percurso é cumprido em torno de cinco minutos por via aérea.

O processo funciona com dois droneportos: um localizado no principal shopping de Aracaju, onde os pedidos são levados até a base e acoplados ao drone, e outro em Barra dos Coqueiros, onde um entregador parceiro retoma o pedido e finaliza o trajeto até a casa do cliente.

A tecnologia não substitui os motoboys, segundo o iFood, mas complementa o trabalho deles, encurtando distâncias e aumentando o volume de entregas. A Speedbird, responsável pela operação aérea, afirma ter realizado cinco anos de testes sem incidentes e opera seguindo a regulação da aviação brasileira.

Os drones atuais transportam até dez quilos, percorrem 20 quilômetros e contam com monitoramento remoto, pousos automáticos e paraquedas de emergência. Toda a operação é gravada para estudo e segurança.

Expansão do serviço de delivery por drones

O iFood já negocia com a Agência Nacional de Aviação (Anac) para expandir o serviço para outras cidades e também para outros segmentos, como farmácias e compras gerais, indo além do delivery de alimentos e de locais vinculados a shoppings.

Editado por Luiz Octávio Lucas

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.