Flores e velas até 20% mais caras no Dia de Finados em Belém

Belém e Pará - Com a chegada do Dia de Finados, celebrado neste domingo (2), o DIEESE/PA divulgou levantamento mostrando aumento expressivo nos preços de flores e velas vendidas nos cemitérios, floriculturas e supermercados da capital paraense. Segundo o órgão, os reajustes ultrapassam o dobro da inflação acumulada em 12 meses, que gira em torno de 5,15%, chegando a mais de 20% em alguns produtos.

A pesquisa, realizada entre os dias 24 e 29/10, constatou que os preços das flores variam amplamente conforme o tipo e o ponto de venda. Nos cemitérios públicos e privados de Belém, arranjos como Sorriso de Maria, Crisântemos, Galho de Monsenhor, Margaridas, Calábias e Cravos são vendidos entre R$ 7,00 e R$ 10,00, podendo subir conforme a proximidade da data.

Nas floriculturas, os valores são mais altos: a unidade da rosa custa de R$ 15,00 a R$ 16,00, enquanto um buquê com seis rosas varia entre R$ 150,00 e R$ 170,00. Já o buquê com 12 rosas pode chegar a R$ 250,00.

O supervisor técnico do DIEESE/PA, Everson Costa, destacou a diferença entre os preços nas floriculturas e nos cemitérios. “Nas floriculturas, a unidade da rosa custa em média R$ 15,20, enquanto nas portas dos cemitérios o mesmo produto é vendido entre R$ 8,00 e R$ 10,00”, explicou.

Velas derretem economia de visitantes

Os preços das velas seguiram a mesma tendência de alta: pacotes com 8 unidades, vendidos nas portas dos cemitérios, custam entre R$ 8,00 e R$ 15,00, conforme o tamanho e o fabricante. Nos supermercados, os valores variam de R$ 3,65 a R$ 18,99 (também com 8 unidades). Já as velas de 7 dias são encontradas de R$ 8,59 a R$ 24,57.

Dicas para o consumidor

O DIEESE/PA recomenda antecipar as compras para evitar preços especulativos e garantir economia. O aumento da procura nos dias próximos ao feriado costuma impulsionar o reajuste imediato, especialmente nos pontos de venda próximos aos cemitérios.

Preparativos e Tradições nos Cemitérios

Nos principais cemitérios públicos e privados da capital, equipes intensificam os serviços de limpeza e revitalização de sepulturas, enquanto vendedores reforçam seus estoques. O aumento na movimentação e a maior procura por produtos alusivos à data refletem o comportamento tradicional dos consumidores paraenses que mantêm viva a cultura de homenagear seus entes queridos com flores e velas.

Editado por Débora Costa

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.