VIGIA, Pará, Brasil, CIDADES.  Carnaval de Vigia de Nazaré. 03-03-2025 Foto: Wagner Almeida / Diário do Pará.
VIGIA, Pará, Brasil, CIDADES. Carnaval de Vigia de Nazaré. 03-03-2025 Foto: Wagner Almeida / Diário do Pará.

Cametá ou Vigia: afinal, qual é a verdadeira terra do Carnaval no Pará? A pergunta atravessa décadas, alimenta debates calorosos e ganha ainda mais força a cada início de ano. Mesmo separadas por quilômetros de estrada, cerca de 297 km, as duas cidades mantêm uma rivalidade simbólica quando o assunto é folia, reunindo tradição popular, identidade cultural e grandes eventos que movimentam moradores e turistas.

Historicamente, o Carnaval faz parte da alma dos dois municípios. Em Cametá, no Baixo Tocantins, a festa é marcada pela força dos blocos culturais e por manifestações tradicionais como o Cordão da Bicharada e o Cordão Última Hora, que atravessam gerações e mantêm viva a identidade carnavalesca local.

Já em Vigia, no nordeste paraense, os desfiles de blocos como As Virgienses e Os Cabrasurdos ajudaram a consolidar a cidade como um dos polos mais tradicionais do Carnaval no estado.

Como foi o Carnaval de 2025: atrações

Nos últimos anos, Vigia tem apostado na combinação entre tradição e grandes espetáculos. Em 2025, a cidade promoveu cinco dias de folia nas ruas históricas às margens do rio Guajará-Mirim e no palco central, reunindo artistas nacionais em todas as noites. Passaram pelo Carnaval vigiense nomes como Tarcísio do Acordeon, Matheus Fernandes, João Gomes, Babado Novo, É o Tchan e DJ Jesus Luz, além de atrações locais. Os tradicionais blocos Gaiola das Loucas, Os Cabrasurdos e As Virgienses, que completaram 40 anos em 2025, reforçaram o peso histórico da festa.

Cametá, por sua vez, respondeu à altura com uma programação extensa e diversificada no Carnaval de 2025. Foram vários dias de shows e eventos culturais, reunindo artistas como MC Livinho, Dubdogz, Gustavo Mioto, Babado Novo, Nadson o Ferinha, Pixote, Detonautas, Ana Castela, Léo Foguete, Felipe Amorim e Henry Freitas. A agenda incluiu blocos culturais, o Carnaval das Águas, desfiles de escolas de samba e até um domingo dedicado ao rock doido, mostrando a pluralidade musical da festa cametaense.

E o que esperar de 2026? Já anota aí…

E a rivalidade segue firme para 2026. Em Vigia, já está confirmado para os dias 13 e 14 de fevereiro o Amor in Sunset, considerado o maior bloco de música eletrônica do Norte. A terceira edição promete trio elétrico, after e atrações voltadas ao público jovem, com destaque para DJ Panda, que abre a programação e comanda a concentração antes do desfile.

Em Cametá, o Carnaval 2026 também já começou a ser desenhado com força. A abertura, marcada para sexta-feira, 13 de fevereiro, terá shows gratuitos de Thiago Brava e Israel Novaes. No mesmo dia, MC Hariel também está confirmado, reforçando a diversidade musical da festa. No sábado, 14 de fevereiro, é a vez do Babado Novo levar o axé para as ruas da cidade, mantendo a proposta de um Carnaval gratuito, popular e de grande porte.

Sobre Cametá

Localizada na margem esquerda do rio Tocantins, de acordo com o último censo, o município possui cerca de 134.184  habitantes. A cidade faz divisa ao norte com Limoeiro do Ajuru, ao sul com Mocajuba, a leste com Igarapé-Mirim e, a oeste, com Oeiras do Pará, estando a cerca de 150 quilômetros da capital paraense, em linha reta.

Sobre Vigia

Localizada no nordeste do Pará, Vigia de Nazaré está entre os municípios mais antigos da Amazônia. A cidade fica a cerca de 70 quilômetros da capital paraense, em linha reta, com acesso principal pela rodovia PA-140. A sede municipal é banhada pelo rio Guajará-Mirim, também conhecido como Furo da Laura, que separa o continente da Ilha de Colares, ao sul da baía do Marajó.

O município ocupa uma área de 539,1 quilômetros quadrados e faz divisa com São Caetano de Odivelas, Colares, Santo Antônio do Tauá e Salvaterra. De acordo com dados do IBGE, Vigia tem 50.832 habitantes.

E você, qual cidade prefere?

Entre cordões centenários, blocos irreverentes, trios elétricos e artistas nacionais, Cametá e Vigia seguem escrevendo suas próprias histórias na maior festa popular do país. A disputa pelo título de terra do Carnaval continua aberta – e a resposta, como sempre, fica para quem vive a folia e escolhe onde o coração bate mais forte ao som do tambor, do axé ou do eletrônico.

Editado por Luiz Octávio Lucas