Narcisa e Boninho: acusações sobre relação com a filha reacendem o debate legal sobre abandono afetivo.
Narcisa e Boninho: acusações sobre relação com a filha reacendem o debate legal sobre abandono afetivo.

O recente desabafo da socialite Narcisa Tamborindeguy, que acusou o ex-marido Boninho de ter sido “pai ausente” na criação da filha do casal, reacendeu no Brasil o debate sobre o abandono afetivo e suas consequências jurídicas e emocionais.

Em entrevista, Narcisa afirmou que Boninho teria falhado não apenas no apoio material, mas sobretudo no cuidado e atenção à filha — o que, segundo ela, representaria negligência de dever parental.

O tema ganhou relevância adicional depois da sanção da Lei 15.240/25, aprovada em outubro de 2025, que passou a reconhecer formalmente o abandono afetivo como ilícito civil passível de indenização.

Abandono afetivo e a legislação brasileira

Para a advogada Tatiana Naumann, especializada em Direito de Família, a legislação representa uma “virada simbólica”: o afeto deixa de ser tratado como mero valor moral e passa a ser um dever legal, sujeito a reparações quando negligenciado.

O caso serve como alerta de que, no Brasil, a ausência injustificada de presença, convivência e apoio emocional pode configurar violação dos direitos da criança ou adolescente, com consequências reais para a estrutura psíquica e social — e não apenas um problema restrito a famílias anônimas.

Editado por Débora Costa

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.