Mulher alegou ter recebido “alerta espiritual” de uma entidade antes de torturar e manter vítima presa em boate no interior do RS.
Mulher alegou ter recebido “alerta espiritual” de uma entidade antes de torturar e manter vítima presa em boate no interior do RS.

Uma mulher, proprietária de boate em Rio Grande do Sul, foi presa após confessar ter mantido uma garota de programa em cárcere privado e submetido a vítima a sessões de tortura. O caso chamou a atenção da Polícia Civil pela motivação apresentada pela suspeita: segundo seu próprio depoimento, ela teria agido após receber um “alerta espiritual” de uma entidade religiosa, que a teria avisado que a jovem pretendia matá-la.

Investigações e Resgate

De acordo com as investigações, a vítima estava presa dentro da boate desde maio e foi resgatada no dia 24 de outubro, em operação conduzida pela Polícia Civil. No local, os agentes encontraram indícios de tortura e evidências de que a mulher era impedida de sair.

Acusações e Prisões

Além da dona da boate, outras três funcionárias foram presas por participação no crime. Todas responderão por cárcere privado, tortura e violência psicológica. A Polícia Civil investiga se a justificativa espiritual usada pela principal suspeita está relacionada a algum grupo religioso ou se foi empregada apenas como tentativa de justificar as agressões.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.