
A 15ª vara Criminal de São Paulo condenou em novembro um cabeleireiro pelos crimes de injúria racial e discriminação por raça e orientação sexual, após ele enviar áudios de em que afirmava não contratar “preto” e “veado”.
O processo começou quando um funcionário do salão ficou incomodado com áudios e com a conduta do acusado.
“Ele me respondeu com um áudio, dizendo que “não contratava negros, gordos, veados ou feministas. […] Eu sou negro e me ofendi e foi dai que se originou a denúncia”, diz o relato no documento.
O funcionário resolveu deixar o dono do estabelecimento “famoso no Instagram” e fez uma publicação com os áudios recebidos. Um outro arquivo afirma que o acusado se refere a uma cliente negra como com “cabelo duro que não passava pente”.
A pena aplicada foi de 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, mais 30 dias multa, que foram substituídas por prestação de serviços à comunidade. A Justiça também fixou um valor de R$ 15 mil por danos morais.