'Véio da Havan': Como Luciano Hang transformou loja em bilhões

Luciano Hang nasceu em Brusque, Santa Catarina, em 1962, filho de dois operários da indústria têxtil. Cresceu em um ambiente moldado pelo trabalho contínuo e pela disciplina, valores que carregaria para a vida empresarial. Ainda jovem, conciliou estudo e emprego na mesma fábrica onde os pais passaram décadas, experiência que lhe deu conhecimento prático da cadeia produtiva e do varejo. Mesmo enfrentando dificuldades de aprendizagem, diagnosticadas mais tarde como dislexia, seguiu adiante com formação em processamento de dados e uma clara ambição: construir algo próprio e duradouro.

O ponto de virada veio em 1986, quando fundou a Havan ao lado de Vanderlei de Limas. O negócio começou modesto, como uma loja de tecidos, mas evoluiu com uma estratégia agressiva de expansão e forte identidade visual. A partir dos anos 2000, Hang transformou suas lojas em grandes estruturas inspiradas na Casa Branca, com a Estátua da Liberdade como símbolo, criando um modelo facilmente reconhecível e que aliava comércio e experiência. A marca ganhou escala nacional, ampliou centros de distribuição e consolidou presença em quase todo o país.

Crescimento e Fortuna

A fortuna de Hang, estimada pela Forbes em US$ 3,2 bilhões em 2023, é resultado direto desse crescimento orgânico e do controle familiar do negócio. Mesmo com planos de abertura de capital adiados, a Havan manteve expansão financiada por caixa próprio e reinvestimento constante. Além do varejo, o empresário diversificou investimentos em imóveis e energia, reforçando seu patrimônio e reduzindo dependência de um único setor, estratégia comum entre grandes fortunas empresariais.

Luciano Hang: Legado e Controvérsias

Figura midiática e politicamente ativa, Hang também se tornou personagem frequente de debates públicos e controvérsias judiciais, que ele nega ou contesta. Ainda assim, sua trajetória empresarial é marcada por prêmios, geração de empregos e um modelo de negócio que transformou uma pequena loja do interior em um império varejista. A riqueza, no caso do “Véio da Havan”, não surgiu de um único salto, mas de décadas de decisões calculadas, persistência e leitura atenta do mercado brasileiro.

Matheus de Oliveira

Jornalista. MBA em Comunicação Empresarial, Marketing e Esportivo. Pós-graduado em Gestão do Esporte e Mídias Digitais. Apaixonado por contar histórias e conectar pessoas através do esporte. | @mathmiroli

Jornalista. MBA em Comunicação Empresarial, Marketing e Esportivo. Pós-graduado em Gestão do Esporte e Mídias Digitais. Apaixonado por contar histórias e conectar pessoas através do esporte. | @mathmiroli