
A startup Akko Health Devices foi selecionada pela prefeitura de Santa Rita do Sapucaí para integrar o chamado “Vale do Silício” do interior de Minas Gerais, ecossistema de inovação ligado ao Prointec, voltado ao fomento da ciência, tecnologia e do empreendedorismo. A empresa, incubada no polo desde 2019, desenvolveu um equipamento inédito para o tratamento da esporotricose, uma das doenças fúngicas mais agressivas que afetam gatos e que também pode ser transmitida para humanos.
Como reconhecimento pela inovação, a startup recebeu um terreno de 875 metros quadrados em área estratégica do município para a construção da sede operacional e da linha de montagem dos equipamentos. A doação faz parte do Programa Municipal de Incentivo à Atração de Investimentos e também contempla a OKNO Health Devices, empresa do mesmo grupo de profissionais da área da saúde animal.
Equipamento inédito para tratamento da esporotricose
O equipamento mais recente desenvolvido pela Akko utiliza pulsos elétricos específicos para combater o fungo do gênero Sporothrix spp., responsável por causar lesões cutâneas em felinos domésticos e de rua. Em 2025, a esporotricose avançou de forma preocupante no Brasil, com registros em todos os estados e impacto direto também na saúde pública.
Batizado de SPORO PULSE, o aparelho tem lançamento comercial previsto para o início de 2026, mas já está em fase de testes e uso controlado em clínicas veterinárias e em instituições de pesquisa como a Fiocruz, no Rio de Janeiro. A tecnologia surge como alternativa a tratamentos longos e de difícil adesão, que exigem medicação diária por meses e, muitas vezes, não apresentam resultados satisfatórios, especialmente no caso de animais em situação de rua.
Resultados animadores e controle da transmissão da doença
De acordo com Carlos Brunner, sócio da Akko e especialista no uso de pulsos elétricos no tratamento de doenças, os resultados iniciais são animadores. Em muitos casos, uma ou duas aplicações já promovem melhora significativa no quadro clínico dos animais, reduzindo o tempo médio de tratamento de seis para cerca de dois meses. Além de salvar vidas, a tecnologia pode contribuir para o controle da transmissão da doença e para a redução de casos em humanos.