Foto: Divulgação
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Os dados do Censo Demográfico 2022 revelam um contraste marcante entre os sobrenomes dos dois principais protagonistas da eleição presidencial de 2022. No Brasil, o sobrenome “Lula” aparece em 2.452 registros, enquanto “Bolsonaro” surge em apenas 241. Ambos são raros, mas o primeiro é dez vezes mais frequente que o segundo.

A diferença se repete — e se intensifica — no recorte estadual. No Pará, 24 moradores têm o sobrenome “Lula”, enquanto nenhum residente foi identificado com o sobrenome “Bolsonaro”. O estado possui 8.120.131 habitantes, segundo o próprio IBGE, o que reforça a dimensão estatisticamente reduzida desses grupos, ainda que mantenha a superioridade numérica do sobrenome associado ao atual presidente.

O nome “Lula” também aparece como primeiro nome de 220 brasileiros, conforme o levantamento disponibilizado no site Nomes no Brasil, do IBGE. “Bolsonaro”, por outro lado, não figura como nome próprio na base.

Embora a distribuição dos sobrenomes costume gerar interpretações de caráter político, especialistas destacam que frequência nominal não tem relação com comportamento eleitoral. Trata-se de uma curiosidade estatística, não de um indicador de apoio.

O próprio presidente Lula formalizou a inclusão do apelido em seu registro civil em 1982, para facilitar identificação em cédulas e urnas — prática comum na política brasileira à época.

Censo Demográfico e a Distribuição dos Sobrenomes

No plano demográfico, tanto “Lula” quanto “Bolsonaro” seguem distantes dos sobrenomes tradicionais e amplamente majoritários no país. Mas o Censo evidencia um ponto consistente: a presença do sobrenome Lula é superior em todos os recortes divulgados até aqui, inclusive no Pará, onde a diferença é absoluta.

Em síntese, o levantamento do IBGE reforça que nomes contam histórias e trajetórias — não votos. Ainda assim, revelam facetas curiosas da sociedade brasileira e de suas particularidades regionais.

Editado por Luiz Octávio Lucas