Foto: reprodução
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Uma mulher de 32 anos e a filha, de apenas 6, morreram após caírem do 10º andar de um hotel no centro de Belo Horizonte, ontem, 1º, no final da tarde. Segundo relatos à polícia por parte de uma adolescente de 13 anos que estava com as vítimas, a mãe teria jogado a criança pela janela e se lançado em seguida.

O caso causou choque no centro da capital mineira. Testemunhas afirmaram ter ouvido gritos de socorro pouco antes da queda — uma recepcionista relatou ouvir “socorro, papai” antes do impacto. A filha teria caído sobre a marquise do prédio; a mãe, na calçada.

A Polícia Civil de Minas Gerais fez a perícia no local. Os corpos foram levados ao Instituto Médico-Legal, onde passaram por necropsia. Também será realizado exame toxicológico, enquanto o caso está sendo apurado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Fontes ligadas à perícia indicam a hipótese de que a mãe teria “dopado” a filha antes do suposto ato — mas esses detalhes dependem da conclusão dos laudos periciais, que ainda não foram divulgados. Até o momento, nenhum familiar indicado como suspeito — como o suposto pai — foi confirmado como presente no quarto, segundo a PM.

Segundo informações de funcionários do hotel, a mãe e as filhas teriam chegado na madrugada do domingo, 30, após uma discussão envolvendo a mulher e o companheiro. A adolescente que sobreviveu às mortes contou que a mãe passou a noite ameaçando se jogar do prédio com a filha mais nova. Ainda não há confirmação sobre a relação entre o homem e as crianças.

Por ora, a PCMG mantém o caso em aberto. A investigação depende da entrega de laudos da perícia e toxicologia, e aguarda também o depoimento da adolescente de 13 anos que sobreviveu.

Cerimônia de Adeus e Luto em Belo Horizonte

Sob um céu pesado e um silêncio apenas quebrado por soluços, mãe e filha foram sepultadas nesta terça-feira (2) no Cemitério Parque Terra Santa, em Sabará, encerrando tragicamente uma história que comoveu Belo Horizonte. O velório foi um momento de intensa comoção, onde familiares e amigos, envoltos em dor e incredulidade, se despediram das duas vítimas — a mulher de 32 anos e a criança de 6 —, cujas vidas foram interrompidas pela queda do décimo andar de um hotel no Centro da capital. Em um último adeus dilacerante, o cortejo fúnebre foi acompanhado por uma mistura de aplausos em homenagem e lágrimas de desespero, selando uma despedida coletiva marcada pelo luto e pela busca por respostas diante de uma perda tão abrupta e devastadora.

Editado por Luiz Octávio Lucas