Cliente participa de sessão em rage room no Brasil usando equipamentos de proteção para quebrar objetos em ambiente controlado. Foto: divulgação
Cliente participa de sessão em rage room no Brasil usando equipamentos de proteção para quebrar objetos em ambiente controlado. Foto: divulgação

As chamadas rage rooms, ou salas da raiva, estão ganhando espaço no Brasil como uma nova alternativa de lazer e também como modelo de negócio. A proposta é simples e, ao mesmo tempo, inusitada: oferecer um ambiente totalmente controlado onde o cliente pode extravasar emoções negativas destruindo objetos como louças, televisores, impressoras e móveis, sempre com o uso de equipamentos de proteção.

Criado no Japão em 2008, o conceito se espalhou pelo mundo e encontrou terreno fértil em cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Contagem, em Minas Gerais, e municípios de Goiás.

Nos últimos anos, o aumento do estresse cotidiano e a busca por experiências diferentes ajudaram a impulsionar a tendência. No Brasil, os preços variam conforme o pacote escolhido, o tempo de uso da sala e a quantidade de itens disponíveis para quebrar, podendo chegar a R$ 1.800 em experiências coletivas para até dez pessoas.

Os estabelecimentos costumam oferecer capacetes, viseiras, luvas e macacões, além de regras rígidas de segurança para evitar acidentes. Para os empreendedores, o modelo chama atenção pelo apelo emocional, pela forte presença nas redes sociais e pelo potencial de faturamento com eventos corporativos, aniversários e ações de team building.

Apesar disso, o negócio exige investimento em infraestrutura reforçada, descarte correto de resíduos e reposição constante de objetos, o que impacta diretamente os custos operacionais.

Rage Rooms: uma tendência em expansão

Ainda assim, especialistas apontam que as rage rooms acompanham uma tendência global de consumo baseada em experiências intensas e personalizadas, o que explica a rápida expansão no país.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.