O piso salarial dos professores da rede pública brasileira pode voltar a registrar ganho real em 2026, com reajuste acima da inflação, mantendo a trajetória observada nos últimos anos.  Foto: Marco Santos / Agência Pará
O piso salarial dos professores da rede pública brasileira pode voltar a registrar ganho real em 2026, com reajuste acima da inflação, mantendo a trajetória observada nos últimos anos. Foto: Marco Santos / Agência Pará

O piso salarial dos professores da rede pública brasileira pode voltar a registrar ganho real em 2026, com reajuste acima da inflação, mantendo a trajetória observada nos últimos anos. A projeção tem como base a Lei nº 11.738/2008, que define que a correção anual do piso deve seguir a variação do Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação básica no país. Em 2025, o piso nacional foi reajustado em 6,27%, alcançando R$ 4.867,77, consolidando uma sequência de aumentos superiores à inflação.

Entre 2009 e 2022, os reajustes acumulados superaram 60% em termos reais, com destaque para correções expressivas como os 33% concedidos em 2022 e os 15% registrados em 2023, impulsionados pelo fortalecimento do Fundeb e pela redução no número de matrículas da educação básica.

O histórico recente reforçou o debate entre educadores, sindicatos e gestores públicos, ao evidenciar que a regra legal vincula diretamente a valorização salarial dos docentes à evolução do investimento por aluno. Com o crescimento das receitas do Fundeb nos últimos anos, o ambiente permaneceu favorável à política de valorização do magistério, alimentando a expectativa de que, caso o critério legal seja mantido sem alterações, o piso salarial volte a ter aumento real em 2026, preservando uma prática que já se tornou recorrente na educação pública brasileira.