
Verão, férias, praia lotada e aquele feed de Instagram que insiste em mostrar que todo mundo está de “boaça” no paraíso, menos você. A realidade, porém, costuma ser bem diferente. De Norte a Sul do Brasil, os balneários escondem armadilhas, golpes e situações tão absurdas que dariam um diário de bordo à parte.
Para te provar que nem tudo são flores, reuni alguns perrengues reais que já vivi pelo caminho e que, com certeza, você ou alguém próximo também já enfrentou nesse país “tropicaliente”.
Perrengues de Verão nas Praias Brasileiras
Imagine estar aleatório em uma barraca na ensolarada Praia do Francês, em Maceió (AL) e, do nada, uma cigana senta ao teu lado e insiste em ler tua mão. Mesmo com a recusa de um traumatizado colunista, que da última vez que se permitiu tal façanha ouviu em alto e bom som uma previsão sobre a própria morte…
Ok, a cigana da vez me prometeu só falar coisas boas. Sem conseguir me desvencilhar, vai lá, pode ler. Conversa vai, conversa vem, a conta chegou: R$ 70, mais a insistência em querer ficar com meu protetor solar. Calma, lá, cigana… a grana tu levas, mas o bloqueador fica!
A Cilada do Pix em Maragogi
Ah, Alagoas! A quantidade de perrengues nas tuas praias é na mesma proporção das tuas paisagens de tirar o fôlego. O vendedor de carregadores de celular e caixas de som Bluetooth chegou com a maior simpatia disposto a fazer negócio com uma caixinha dessas. A vontade de ouvir um axé foi maior e, negócio fechado, R$ 100 no Pix. Mas quem te disse que os cem contos caíram na conta do rapaz?
E o pior, o valor foi debitado na minha conta… Tensão no ar, o cara queria a grana dele na hora e pra evitar mais aborrecimentos, um novo depósito em conta diferente e a questão foi resolvida… pra ele.
Ao menos dessa vez o final foi feliz. A sensação de prejuízo só durou uma noite. No dia seguinte, no mesmo “batlocal”, eis que o bom rapaz aparece, abre um sorriso e diz: “que bom que encontrei vocês! O primeiro Pix caiu horas depois, então tá aqui o valor pra devolver”. Sim, ainda existe gente honesta e trabalhadora nesse mundo.
A Saga do Tatuador em Salvador
Das Alagoas pra minha amada Salvador (BA), lá está o colunista, que é brasileiro e não desiste nunca, na praia de Piatã, em busca da felicidade. Até que chega o tatuador, já invadindo o meu espaço e me pintando quase na marra pra levar um troco. Bem na hora do almoço: uma moqueca carregada no dendê.
Tá bom, eu tô de boa, deixa ele fazer a arte dele. Aí no papo ele começa a dizer que era melhor não tomar o caldo da moqueca porque fazia mal. Testemunho de um baiano, né. Melhor acreditar. Mas o plot Twist sempre vem: na hora de recolher o caldo da moqueca, ele dispara pro barraqueiro: “coloque esse caldo numa quentinha e me dê com farinha, que vai ser o meu almoço!”.
Foi a hora que senti as orelhas de burro crescerem. Lembrei do Chaves gritando: “extra, extra, mais um trouxa foi enganado!”. Olhei pra patroa com cara de babaca e acusei o golpe. Malandro é malandro e mané é mané…
E você, querido leitor, já viveu situações parecidas durante uma viagem de verão? Compartilhe sua história. Se não virou perrengue, no mínimo virou assunto para rir depois.
Editado por Luiz Octávio Lucas