
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o projeto que propõe mudanças na atual escala de trabalho 6×1 estará entre as prioridades do Legislativo em 2026 e defendeu que o debate seja conduzido com equilíbrio, diálogo e responsabilidade.
Segundo Motta, a discussão sobre a jornada de trabalho deve envolver, de forma simultânea, representantes dos trabalhadores, das centrais sindicais, dos empregadores e dos setores produtivos, evitando decisões precipitadas que possam gerar impactos negativos para a economia e para o mercado de trabalho.
Ao tratar do tema, o presidente da Câmara destacou que a Casa não pode se furtar a discutir uma proposta que ganhou relevância nacional ao longo de 2025, mas ressaltou que o Parlamento precisa atuar como mediador, ouvindo todos os lados antes de qualquer deliberação. Para Motta, a busca por equilíbrio é essencial em um tema sensível, que envolve direitos trabalhistas, produtividade, competitividade das empresas e qualidade de vida dos trabalhadores.
A proposta em debate prevê o fim do modelo de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, abrindo espaço para alternativas como jornadas semanais mais curtas ou modelos de distribuição do tempo de trabalho que ampliem o período de descanso. O assunto deve voltar à pauta logo no início de 2026, após o recesso parlamentar, com expectativa de que avance nas comissões e chegue ao plenário da Câmara.
Motta reforçou que não há preconceito em relação à discussão da escala 6×1, mas ponderou que qualquer mudança precisa ser construída com cautela e diálogo social. Segundo ele, a Câmara tem o papel de garantir que o debate seja técnico, transparente e responsável, preservando tanto os direitos dos trabalhadores quanto a sustentabilidade das atividades econômicas.
Em tom conciliador, o presidente da Casa frisou que o desafio do Legislativo será encontrar um ponto de equilíbrio entre avanços sociais e a realidade do setor produtivo brasileiro, mantendo a tradição do Parlamento de decidir com base no diálogo e no interesse público.
Editado por Fábio Nóvoa