
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma liderança estável de 38% em quatro cenários distintos para a eleição presidencial de 2026. Essa constatação surpreende ao revelar um piso consistente para o petista, mesmo diante da presença de adversários influentes como Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. A pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada em 9 de dezembro de 2025, expõe um panorama eleitoral que pode redefinir as estratégias políticas para o próximo pleito.
Esse levantamento ganha relevância porque é o primeiro a apresentar cenários concretos para a disputa presidencial de 2026, incluindo nomes que polarizam o espectro político brasileiro. Além disso, ele traz dados sobre a avaliação do governo Lula, a rejeição dos candidatos e as percepções dos eleitores sobre a ausência de Jair Bolsonaro, preso e inelegível. Portanto, entender esses números é fundamental para compreender os rumos da política nacional e os desafios que se avizinham.
O dado que revela o piso eleitoral de lula
38% das intenções de voto. Esse é o percentual que o presidente Lula alcança em todos os quatro cenários apresentados pela Ipsos-Ipec para o primeiro turno da eleição de 2026.
Durante a coleta de dados, realizada entre 4 e 8 de dezembro em 131 municípios, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Mas o que 38% significam? Isso demonstra que Lula mantém uma base sólida de apoio, independentemente dos adversários, o que indica um ponto de partida estável para a disputa presidencial.
Nos quatro cenários, os concorrentes mais próximos do petista apresentam percentuais semelhantes, sugerindo que a definição do candidato da direita tende a redistribuir votos dentro do mesmo campo político, sem ampliar significativamente o eleitorado.
Por exemplo, Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23%, Flávio Bolsonaro (PL) com 19%, Eduardo Bolsonaro (PL) com 18% e Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 17% das intenções de voto, sempre atrás de Lula.
Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo) também figuram nas pesquisas, mas com percentuais menores, variando entre 4% e 9%.
Mas por que isso importa? Essa estabilidade no apoio a Lula pode influenciar as estratégias dos partidos e candidatos, que precisarão buscar formas de ampliar suas bases ou conquistar eleitores indecisos.
O que a rejeição dos candidatos revela sobre o cenário político
44% de rejeição. Esse índice corresponde ao percentual de eleitores que rejeitam o presidente Lula como candidato, segundo a pesquisa Ipsos-Ipec.
Durante o levantamento, os índices de rejeição dos demais candidatos também foram medidos, com Flávio Bolsonaro apresentando 35%, Eduardo Bolsonaro 32% e Michelle Bolsonaro 30%.
Mas o que esses números indicam? Eles mostram que, apesar da liderança nas intenções de voto, Lula enfrenta uma rejeição significativa, o que pode impactar o segundo turno e a dinâmica da campanha eleitoral.
Além disso, candidatos como Ratinho Júnior, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado apresentam rejeições menores, variando entre 10% e 13%, o que pode indicar maior potencial de crescimento em determinados segmentos do eleitorado.
Esse cenário reforça a complexidade da disputa, onde a rejeição pode ser tão decisiva quanto a intenção de voto, influenciando alianças e estratégias de campanha.
Como isso afeta os eleitores? A rejeição elevada pode levar a um voto útil ou a mudanças de última hora, especialmente em um sistema presidencialista de coalizão como o brasileiro.
O que os eleitores pensam sobre a candidatura de lula e a ausência de bolsonaro
57% dos eleitores. Esse percentual acredita que o presidente Lula não deveria concorrer à reeleição em 2026, enquanto 40% defendem sua candidatura.
Durante os últimos meses, a rejeição à candidatura de Lula caiu cinco pontos percentuais, enquanto o apoio à sua reeleição subiu quatro pontos, refletindo uma oscilação no sentimento popular.
Mas o que isso significa para o cenário eleitoral? Essa mudança indica que, apesar da resistência, Lula ainda mantém uma parcela significativa do eleitorado favorável à sua continuidade no cargo.
Quanto à ausência de Jair Bolsonaro, 49% dos entrevistados consideram negativa sua ausência na disputa, enquanto 40% avaliam positivamente.
Além disso, o apoio de Bolsonaro a outros candidatos pode influenciar a vontade de voto de 45% dos eleitores, divididos entre aumento e diminuição da intenção de voto, enquanto 37% afirmam que o apoio não afetaria sua decisão.
Esses dados revelam a importância do ex-presidente no tabuleiro político, mesmo estando preso e inelegível, e como sua influência pode moldar a eleição de 2026.
Qual o impacto real disso? A polarização entre os campos político-ideológicos permanece intensa, e o papel de Bolsonaro pode ser decisivo para a definição dos candidatos e alianças.
O que os eleitores desejam para o próximo presidente
38% dos eleitores. Esse grupo afirma que não tem preferência ideológica para o próximo presidente, desde que ele tenha capacidade para governar o país.
Durante a pesquisa, 21% dos entrevistados preferem um presidente alinhado com a direita bolsonarista, 15% com a esquerda lulista, 10% com o centro, 6% com a direita não bolsonarista e 3% com a esquerda não lulista.
Mas por que isso importa? Esses números indicam que uma parcela significativa do eleitorado valoriza mais a competência administrativa do que a orientação política, o que pode influenciar o perfil dos candidatos e as propostas apresentadas.
Essa diversidade de preferências reforça a necessidade de os candidatos ampliarem seus discursos para além das bases tradicionais, buscando conquistar eleitores indecisos ou moderados.
Além disso, a pesquisa mostra que o eleitorado brasileiro permanece dividido, o que pode resultar em uma disputa acirrada e imprevisível.
Como isso afeta o futuro político? A capacidade de diálogo e construção de coalizões será fundamental para o sucesso eleitoral e governabilidade no próximo mandato presidencial.
O que os próximos dias podem revelar
Lembra do dado que abriu este artigo, sobre Lula manter 38% das intenções de voto em todos os cenários? Essa constância revela um cenário eleitoral que, apesar das variações, mantém um ponto de partida sólido para o atual presidente.
Além disso, a pesquisa Ipsos-Ipec mostra que a rejeição elevada e a polarização política continuam a marcar o ambiente eleitoral, enquanto a ausência de Bolsonaro e o desejo dos eleitores por competência administrativa adicionam camadas de complexidade à disputa.
A pergunta que fica é: como os candidatos e partidos irão reagir a esse cenário para conquistar os votos decisivos? A resposta pode definir não apenas o resultado das eleições, mas também o rumo da política brasileira nos próximos anos.
Portanto, acompanhar as movimentações políticas, as estratégias eleitorais e as mudanças nas intenções de voto será essencial para entender o futuro do país.