
O governo anunciou o envio ao Congresso dos projetos que criam a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), ampliando para 71 o número de universidades federais do país. A medida, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por ministros da Educação, do Esporte e dos Povos Indígenas, busca corrigir desigualdades históricas e fortalecer áreas estratégicas em um Brasil marcado por enorme diversidade cultural, social e territorial.
A Unind, sediada em Brasília e organizada em formato multicampi, será voltada exclusivamente à formação superior de estudantes indígenas, valorizando línguas, saberes tradicionais e autonomia dos povos originários. Nasce de décadas de reivindicações e de um amplo processo de escuta envolvendo lideranças, educadores e organizações indígenas. A instituição terá seleção própria, começará com dez cursos e poderá chegar a 48 graduações, priorizando áreas como gestão territorial, línguas indígenas, sustentabilidade, saúde, direito, engenharias e formação de professores.
Já a UFEsporte pretende qualificar atletas, técnicos e gestores, integrando ciência, educação e desenvolvimento esportivo. A proposta busca democratizar o acesso ao ensino superior na área e combater desigualdades estruturais do esporte brasileiro, incluindo racismo, misoginia e falta de oportunidades para mulheres, pessoas negras, indígenas e atletas paralímpicos. A formação será voltada também à gestão de políticas públicas e ao fortalecimento institucional do esporte nacional.
A criação das duas universidades é apresentada como um marco para inclusão e equidade, reforçando a presença do Estado na promoção de oportunidades educacionais alinhadas à pluralidade do Brasil.