
A ordem de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses, deve ser decretada a qualquer momento. O processo para definir onde e como ele será detido está nas etapas finais. Conforme a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o juiz relator no Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, vem realizando tratativas reservadas para decidir se Bolsonaro seguirá para um regime fechado, ou ainda para prisão domiciliar com tornozeleira.
Na reunião secreta realizada na noite de segunda, 17, entre Moraes, o ministro da Defesa José Múcio Monteiro e o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, o general apresentou uma série de preocupações das Forças Armadas sobre a execução das prisões dos condenados pelo STF, inclusive sugerindo que estruturas militares poderiam receber o cumprimento da pena de Bolsonaro, caso seja decidido regime fechado.
Paiva deixou claro que não se tratava de um “pedido” formal, mas de um comunicado da disponibilidade da tropa: “A decisão é de vocês”, teria dito ao ministro Moraes. Ele também fez três exigências: que a detenção ocorra sem espetáculo midiático, sem algemas, e que oficiais do Exército possam acompanhar o processo de condução dos presos — para evitar humilhações que poderiam comprometer o ambiente da caserna.
Prisão de Bolsonaro e o STF
Enquanto isso, o STF aguarda o trânsito em julgado dos recursos de Bolsonaro, etapa necessária para o início do cumprimento da pena. A corte considerou a possibilidade de levá-lo para o complexo da Penitenciária da Papuda ou manter prisão domiciliar, mas ainda não fechou a definição.
Editado por Luiz Octávio Lucas