
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou nas redes sociais fotos dos bastidores de sua viagem a Israel, marcada por encontros com algumas das principais autoridades políticas do país. Em clima de cordialidade — bem distante das rusgas recentes entre o governo Lula e o gabinete israelense — o parlamentar reforçou sua sintonia com a direita do Likud e buscou demonstrar proximidade pessoal e ideológica com a cúpula local.
Durante a visita, Eduardo – que está há nove meses longe do Brasil sem participar de sessões da Câmara dos Deputados – posou ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e citou o versículo bíblico “Quem abençoar Israel será abençoado e quem amaldiçoar será amaldiçoado”, numa clara tentativa de sublinhar afinidade e apoio. Netanyahu, porém, não registrou publicamente o encontro.
O deputado também se reuniu com o presidente do Knesset, Amir Ohana, que fez elogios à passagem do brasileiro pelo Parlamento israelense. A movimentação reforça o alinhamento histórico da família Bolsonaro com o governo de Israel, justamente num período em que Brasília e Tel Aviv atravessam um relacionamento diplomático delicado.
A Visita ao Muro das Lamentações e a Mensagem Política
Mas o momento que mais chamou atenção veio em um story publicado pelo próprio parlamentar. Durante a visita ao Muro das Lamentações — onde fiéis costumam deixar pedidos ou orações escritos em pequenos papéis — Eduardo Bolsonaro revelou o bilhete que colocou entre as pedras: “Bolsonaro Livre”, escrito em português e em inglês, acompanhado dos desenhos das bandeiras do Brasil e de Israel.
O gesto, evidentemente simbólico, combina devoção, mensagem política e uma pitada de apelo público, num cenário em que a disputa narrativa segue tão intensa quanto as arenas diplomáticas.
Editado por Luiz Octávio Lucas