O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Bope, trocou mensagens com a esposa minutos antes de ser morto na megaoperação no Rio.
O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Bope, trocou mensagens com a esposa minutos antes de ser morto na megaoperação no Rio.

O sargento Heber Carvalho da Fonseca, integrante do Bope, foi uma das vítimas fatais da megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro — considerada a mais letal da história do país. Momentos antes de ser morto, o policial enviou uma última mensagem à esposa pedindo que ela continuasse orando por ele.

Em um print compartilhado nas redes sociais, Jéssica Araújo, mulher de Heber, mostrou a conversa que teve com o marido por volta das 10h. Preocupada, ela perguntou se ele estava bem e afirmou estar rezando por sua segurança. Às 10h57, o sargento respondeu: “Estou bem. Continua orando.” Depois disso, não houve mais contato. Jéssica relatou ter tentado ligar várias vezes para o marido, sem sucesso, até receber a confirmação da morte.

Emocionada, a viúva publicou homenagens ao policial nas redes sociais, destacando sua coragem e dedicação à profissão. “Pensa em um cara corajoso, que correu atrás dos sonhos e objetivos. Você era maravilhoso, obrigada por esses anos ao meu lado. Você é o meu eterno herói, eterno 33”, escreveu. Em outra postagem, ela lamentou o impacto da perda para os filhos: “Outubro, mês do aniversário da minha filha. E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela.”

Outras vítimas da operação

Além de Heber Carvalho, também morreram na operação o policial militar Cleiton Serafim Gonçalves e os civis Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP (Pavuna), e Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, da 53ª DP (Mesquita), conhecido como “Máskara”. Segundo balanço das forças de segurança, ao menos 121 pessoas morreram durante a ação, incluindo 117 suspeitos, em uma ofensiva que mobilizou dezenas de agentes e deixou um saldo de críticas e comoção.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.