
O novo modelo da CNH do Brasil amplia a concorrência no processo de formação de condutores ao permitir a atuação de instrutores autônomos de trânsito em todo o país.
A mudança cria uma alternativa às autoescolas tradicionais, oferecendo formação teórica gratuita, credenciamento pelos Detrans e maior liberdade para negociação direta entre instrutor e aluno.
Todo o processo de habilitação passa a ser realizado pelo aplicativo oficial da CNH do Brasil, que concentra desde o curso teórico até o acompanhamento das etapas exigidas para a prova prática.
Na fase prática, o candidato pode escolher entre uma autoescola ou um instrutor autônomo credenciado, sendo obrigatórias apenas duas horas de aula, enquanto o restante da formação pode ser ajustado conforme a rotina do aluno.
Segundo o Ministério dos Transportes, a medida estimula a concorrência, tende a reduzir custos e amplia o acesso à carteira de habilitação.
Novas regras para instrutores de trânsito
O ministro Renan Filho destaca que as autoescolas continuam atuando, mas agora o cidadão pode optar também por instrutores independentes.
Para atuar como instrutor autônomo, é necessário ter pelo menos 21 anos, CNH há dois anos na categoria desejada, ensino médio completo, não ter cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses e concluir um curso específico gratuito e digital oferecido pelo ministério em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito.
Após aprovação, o profissional solicita o credenciamento ao Detran e passa a ter identificação oficial vinculada ao sistema. O governo federal estima que o novo modelo possa reduzir em até 80% o custo para obtenção da CNH, ao combinar curso teórico gratuito, padronização nacional e revisão de taxas.
Estados como Piauí, Paraná, Espírito Santo, Pará e São Paulo já iniciaram adequações para credenciar instrutores autônomos e registrar as aulas no novo fluxo. Mais informações sobre o programa estão disponíveis em https://www.gov.br/transportes e no portal https://brasil61.com.
Editado por Luiz Octávio Lucas