
O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou que deixará o comando da pasta após decisão do União Brasil, partido ao qual era filiado e que optou por sua exclusão da legenda. Com a saída, a sigla deve indicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um novo nome para assumir o ministério.
Em nota à imprensa, o paraense fez um balanço de sua gestão e destacou os resultados históricos alcançados pelo turismo brasileiro. Segundo Sabino, o setor vive atualmente “um novo patamar, nunca antes atingido”, com recordes que reposicionam o turismo como vetor estratégico da economia e da inclusão social.
Entre os principais marcos citados, o ministro ressaltou que o Brasil alcançará, na próxima sexta-feira (19), a marca inédita de 9 milhões de turistas estrangeiros, resultado atribuído ao fortalecimento da promoção internacional do país, à ampliação da malha aérea, à melhoria da infraestrutura turística e à qualificação dos profissionais que atuam diretamente no atendimento aos visitantes.
Celso Sabino também enfatizou o impacto positivo do setor na geração de empregos. De acordo com dados do Novo Caged, entre janeiro e outubro, o turismo foi responsável por 1.535.894 admissões formais, consolidando-se como um dos segmentos que mais contribuíram para o mercado de trabalho no período.
O ministro agradeceu o apoio do presidente Lula desde que assumiu a pasta, em julho de 2023, e afirmou ter cumprido com êxito a missão que lhe foi confiada. Ele destacou, ainda, sua decisão de permanecer no cargo mesmo em um momento pessoal e político difícil, priorizando o Pará e a realização da COP30, sediada em Belém, em novembro.
“Não seria responsável abandonar o ministério às vésperas de um evento dessa magnitude, diante dos desafios e dos preconceitos que existiam à época. Meu compromisso era garantir o sucesso da COP30, e o legado deixado para o Brasil e, especialmente, para o povo do Pará comprova que essa decisão valeu a pena”, afirmou.
Segundo Sabino, a realização da conferência climática deixou um legado sem precedentes para o estado e reforçou a projeção internacional da Amazônia e do Brasil no debate ambiental e turístico.
Ao anunciar sua saída, o agora ex-ministro disse compreender as dinâmicas políticas necessárias para a governabilidade do país e afirmou estar tranquilo com o momento. “É hora de ouvir o chamado do povo e seguir meu caminho”, declarou.
Celso Sabino confirmou ainda que aceitou um novo desafio político: a candidatura ao Senado Federal pelo Pará, nas eleições de 2026. Ele afirmou que pretende disputar o cargo ao lado do presidente Lula, defendendo o que considera “o melhor projeto para o Brasil e para o estado do Pará”.