
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou, agora a pouco, o cancelamento da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
A avaliação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça e a posterior votação no plenário estavam previstas para o dia 10 de dezembro, mas o cronograma caiu por terra após o governo não enviar ao Senado a mensagem formalizando a indicação — etapa indispensável para que o processo avance.
A ausência desse documento, que costuma ser protocolar e imediata, impediu o Senado de cumprir o calendário inicialmente acertado entre Alcolumbre e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). O governo, segundo aliados, buscava ganhar tempo para que Messias pudesse intensificar articulações e conversas com parlamentares antes da sabatina.
Em comunicado enviado aos senadores, Alcolumbre classificou a demora do Planalto como “grave e sem precedentes”, afirmando que, sem a mensagem oficial, a Casa fica impossibilitada de analisar a indicação dentro das normas regimentais. O impasse expõe mais um capítulo das negociações políticas em torno da composição da Corte, tradicionalmente marcada por pressões, expectativas e a necessidade de costurar apoios antes da votação decisiva.
Editado por Luiz Octávio Lucas