Aproximadamente 15 mil trabalhadores ainda não resgataram o abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base 2023.
A consulta e o pedido do dinheiro podem ser feitos diretamente pelo aplicativo do FGTS ou pelo Repis Cidadão

Em uma audiência de conciliação realizada no Juizado Especial Cível de Lages (SC), um advogado surpreendeu ao perdoar uma dívida de mais de R$ 5 mil — valor que havia sido enviado por erro via Pix a uma senhora em situação de vulnerabilidade. O gesto inusitado, motivado pelo reconhecimento da boa-fé da parte beneficiada, comoveu todos os presentes.

Durante a sessão, o profissional optou por abandonar a cobrança, reforçando que a atitude da mulher não suscitou desconfiança ou má-fé, mas sim um equívoco digno de compreensão e empatia.

Advogado Perdoa Dívida de R$ 5 Mil

Sem conseguir contato com ela, o escritório de advocaciaentrou com uma ação para reaver o montante. A audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) foi marcada, e a ré compareceu visivelmente nervosa e emocionada. Ela relatou que, ao receber o valor inesperado, tentou descobrir sua origem, mas sem sucesso. O dinheiro, segundo ela, chegou em um momento de extrema necessidade e foi usado para quitar dívidas e resolver problemas urgentes.

Sinceridade toda advogado, que perdoa dívida
Durante o encontro, a sinceridade da mulher, que se propôs pagar R$ 100 por mês, e ainda assim com algum sacrifício, aliada às condições de vida, tocou profundamente o advogado responsável. Após uma breve conversa com os sócios, ele retornou à sala virtual e anunciou que a dívida, que corrigida passava dos R$ 5 mil, estava perdoada

O gesto comoveu não só a mulher e os familiares, mas também os acadêmicos do curso de Direito que acompanhavam a audiência. O juiz Geraldo Corrêa Bastos, titular do Juizado Especial Cível da comarca de Lages, reforçou que o diálogo é a essência da justiça consensual. “Quando as partes se dispõem a ouvir e a compreender o outro, abre-se espaço para soluções mais humanas e duradouras. A conciliação não é apenas um meio de encerrar processos, mas de restaurar relações e promover a paz social”, conclui.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.