
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 5 anos, e Allan Michel, 4 anos, desaparecidos há sete dias em Bacabal, seguem concentradas em uma área de mata fechada próxima a um lago, no entorno do povoado São Sebastião dos Pretos. A mudança no foco da operação ocorreu após o depoimento de Wanderson Kauan, de 8 anos, encontrado com vida há três dias depois de também ter desaparecido.
De acordo com o relato feito aos pais e à equipe psicológica que o acompanha no hospital, Wanderson contou que se separou das duas crianças nas proximidades do lago ao sair em busca de ajuda. O menino foi localizado em uma estrada próxima ao rio Mearim e permanece internado em observação. Desde então, além das equipes oficiais, moradores com embarcações passaram a percorrer o rio em busca de indícios que possam levar ao paradeiro de Ágatha e Allan.

A área onde os trabalhos estão concentrados tem cerca de 15 quilômetros quadrados e fica entre o Quilombo São Sebastião dos Pretos e o povoado Santa Rosa, local onde Wanderson foi encontrado. A distância é de aproximadamente quatro quilômetros, em linha reta, do ponto inicial do desaparecimento.

Desafios nas Buscas e Operação Contínua
Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), o cenário impõe desafios significativos. O terreno é irregular, com poucas trilhas, acesso limitado e vegetação variada. Além disso, não há fornecimento de energia elétrica e existe o risco de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na região.
Durante entrevista coletiva realizada na noite da última sexta-feira (9), o comandante também informou que um forte odor foi percebido nas proximidades do lago, o que levou as equipes a intensificarem a verificação do local. Apesar da preocupação, ele ressaltou que a presença de animais abatidos ou mortos naturalmente na mata pode explicar o cheiro. “Trabalhamos com todas as possibilidades. Vamos averiguar se há algum vestígio, mas ainda não existe uma causa definida. Nosso esforço é total para encontrar as crianças com vida”, afirmou.
Mobilização e Apoio Comunitário
A operação de busca mobiliza uma grande força-tarefa desde o último domingo (4). Mais de 200 policiais e bombeiros atuam na região, com o apoio de centenas de voluntários que se somam diariamente aos trabalhos. Ágatha Isabelly, 5 anos, e Allan Michel, 4 anos, seguem desaparecidos.
A mobilização da comunidade tem sido constante. Moradores de povoados vizinhos se deslocam até a base de apoio para colaborar. O pedreiro Juscelino Morais, por exemplo, integra um grupo com cerca de 50 pessoas vindas de um povoado distante 40 quilômetros do local das buscas. “A nossa esperança é encontrar as crianças vivas. Viemos para ajudar e vamos ficar até o fim”, disse.
Com informações: Imirante.com