Navios de cruzeiro atracados no Porto de Outeiro, em Belém, após a requalificação do terminal.
Navios de cruzeiro atracados no Porto de Outeiro, em Belém, após a requalificação do terminal.

Após a construção e requalificação do Porto de Outeiro para receber navios de hospedagem durante a COP30, Belém passou a integrar de forma definitiva a rota internacional de cruzeiros, inaugurando uma nova fase para o turismo marítimo na capital paraense.

Para a COP30 em Belém, os navios MSC Seaview e Costa Diadema atracaram no Porto de Outeiro, gerando aproximadamente 6.000 leitos em cerca de 3.900 cabines, para hospedar delegações e participantes da conferência climática. Eles foram contratados pelo Governo Federal para reforçar a infraestrutura de hospedagem da cidade.

O Ministério do Turismo, o governo do Estado e a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA) vêm trabalhando fortemente para incluir Belém em rotas regulares, conectando-a ao Sul do Caribe e ao litoral Norte/Nordeste, impulsionando o turismo fluvial e marítimo.

Já neste mês de janeiro, três navios estão programados para atracar na cidade: no dia 12, o Volendam; no dia 15, o Vista; e no dia 22, o Azamara, todos com operação da Amazon Incoming Service.

Impacto dos cruzeiros em Belém

A chegada dos cruzeiros movimenta setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio, artesanato e turismo receptivo, além de projetar Belém e o Pará no mercado internacional como porta de entrada para a Amazônia, fortalecendo a imagem da cidade como destino turístico estratégico e sustentável no cenário global.

Aliado a isso, a nova Ponte de Outeiro facilitou o acesso, integrando o distrito à capital e melhorando a logística para o terminal. O Porto de Outeiro recebeu investimentos do governo federal que modernizaram o cais, ampliaram a capacidade de atracação, reforçaram os sistemas de segurança e adaptaram a estrutura para embarque e desembarque de passageiros, colocando o terminal no padrão exigido por grandes operadoras internacionais.

A reforma, custeada pela Itaipu Binacional, foi um marco para a COP30, servindo como “hotéis flutuantes” para delegações e demonstrando a capacidade da região de receber grandes eventos e turistas.

O Terminal Portuário foi ampliado (píer de 261m para 716m), ganhou docas, pontes metálicas e um centro de recepção de passageiros, com tecnologia de segurança.

O futuro do Porto de Outeiro

A expectativa oficial é que, no pós-COP 30, o Porto de Outeiro se consolide como um hub de cruzeiros na Amazônia, atraindo novas rotas, estimulando a cadeia turística e ampliando a geração de emprego e renda no distrito de Outeiro e em toda a Região Metropolitana de Belém.

Com as melhorias, o Porto de Outeiro não é mais apenas um terminal de cargas, mas um centro vital para o turismo marítimo e a economia de Belém, aproveitando o legado da COP30 para projetar a Amazônia globalmente.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.