
O caso de possível intoxicação por metanol envolvendo o engenheiro paraense Flávio Acatauassu, revelado com exclusividade pelo DIÁRIO DO PARÁ no último sábado, 7 de dezembro, teve um novo avanço após a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) confirmar que duas garrafas de whisky suspeitas foram entregues ao Laboratório Central do Estado: as amostras seguirão para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz, responsável por validar a presença de substâncias tóxicas em bebidas.

Segundo a Sespa, os resultados serão encaminhados diretamente ao município que conduz o caso. A investigação ocorre após Flávio afirmar ter sido contaminado por metanol ao consumir uma dose de whisky adquirido em um supermercado do bairro de Nazaré, em Belém. Ele relatou ter sofrido sintomas graves e denunciou negligência no primeiro atendimento médico. Um laudo posterior, emitido por laboratório particular, confirmou a presença de metanol no organismo.
Investigação e monitoramento
A Polícia Civil já ouviu formalmente o engenheiro e agora analisa as informações coletadas para determinar responsabilidades. Em paralelo, a Sesma reforça que esta é uma investigação referente a um único paciente e que apenas após o resultado das análises será possível informar a população com precisão.
O Ministério da Saúde monitora os casos de intoxicação por metanol no país, que registraram queda após dez dias sem novas notificações, levando ao encerramento da Sala de Situação emergencial. Mesmo com a estabilidade epidemiológica, a vigilância continua em fluxo regular.