
Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, vive atualmente longe do sobrenome que se tornou conhecido em todo o país. O filho Felipe, que nasceu em 27 de janeiro de 2024, cresce em silêncio planejado e um deles é o sobrenome. A escolha, feita logo após o nascimento, buscou blindá-lo de um passado que não lhe pertence e que segue marcando a trajetória da mãe.
O menino nasceu no Hospital Albert Sabin, em Atibaia, no interior de São Paulo, em um parto cercado de discrição e medidas de segurança. O bebê recebeu o nome de Felipe, em homenagem ao pai e marido de Suzane, o médico Felipe Zecchini Muniz, que atua como neurologista e vive na mesma cidade.
Desde 2024, quando deu à luz, Suzane adotou oficialmente o nome Suzane Louise Magnani Muniz, unindo o sobrenome do marido e o da avó materna. O casal mora em Águas de Lindóia desde fevereiro de 2025, em uma tentativa de manter distância da exposição e garantir tranquilidade ao filho pequeno. A mudança ocorreu após a progressão de regime, concedida pela Justiça paulista em 2023, permitindo que Suzane reconstruísse sua rotina fora da prisão.
Cidade em que ela mora
Em Águas de Lindóia, cidade de cerca de 18 mil habitantes, a família tenta manter distância dos olhares curiosos. Moradores comentam que Suzane evita aparições públicas e concentra-se na rotina doméstica, nos estudos e no cuidado com o filho. Ela cursa Direito na Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, desde 2024, após ter tentado outras formações durante a prisão. A escolha pelo curso jurídico foi motivada pelo desejo de disputar concursos públicos no futuro.
A ruiva já cursava Direito antes de ser presa no começo dos anos 2000, e apenas resolveu retomar os estudos perdidos nos últimos 20 anos de cadeia.
O marido
O marido, Felipe Zecchini, hoje com 42 anos, atua como neurologista em um cargo público conquistado em 2025. Ele vive com as três filhas do casamento anterior, que têm 9, 14 e 15 anos. A guarda das meninas chegou a ser contestada judicialmente pela ex-companheira em 2023, mas a Justiça manteve a custódia com o pai por falta de indícios que justificassem mudança. A convivência inicial com Suzane gerou tensões familiares, que foram resolvidas após decisões judiciais que estabeleceram limites e responsabilidades dentro da casa.
Novos negócios: Bordados personalizados
Além dos estudos, Suzane administra um pequeno negócio online de bordados personalizados, criado em 2024. Os itens são produzidos em casa e comercializados sob um nome neutro, sem ligação com seu passado. As vendas, que giram em torno de R$ 5 mil mensais, ajudam a complementar a renda da família.
Relação com o irmão
A relação com o irmão, Andreas von Richthofen, segue distante. Ele vive isolado em São Paulo e administra uma herança que se transformou em um emaranhado de dívidas e disputas desde o crime de 2002. Em setembro de 2025, Suzane o visitou acompanhada do filho para pedir perdão e tentar uma reaproximação. O encontro, porém, terminou em desentendimento, mostrando que as marcas familiares permanecem profundas.
Práticas religiosas
Laudos psicológicos recentes, realizados em 2025, confirmam o cumprimento adequado das obrigações impostas pelo regime aberto. De acordo com as avaliações, Suzane apresenta comportamento estável e baixo risco de reincidência. Convertida ao evangelicalismo ainda na prisão, segue adotando práticas religiosas na rotina.
A Justiça mantém acompanhamento ativo sobre sua vida. Em fevereiro de 2025, um documento autorizou novas buscas de bens pendentes após a mudança para Águas de Lindóia, garantindo o cumprimento de todas as exigências do processo.