
A música Amazônia volta a ganhar protagonismo no cenário pop com o lançamento de “Meu Norte (Remix)”, parceria que une a cantora amazonense Cella aos produtores Miss Tacacá e LofiHouseBoy. A nova versão do hit — já presente nos paredões paraenses durante a COP30 — chega às plataformas no dia 16, trazendo a fusão entre o pop contemporâneo da artista e as batidas aceleradas, regionais e eletrônicas do tecnomelody.
O remix integra o catálogo do selo Sinc, iniciativa dedicada a impulsionar artistas independentes de diferentes estilos, e reforça o avanço das sonoridades nortistas no mercado fonográfico.
Além da faixa remixada, Miss Tacacá e LofiHouseBoy também participam do novo álbum de Cella, “Efeito Borboleta”, que reunirá faixas inéditas, colaborações e um feat surpresa. O projeto promete ampliar a presença do Norte no pop nacional, conectando estética da floresta, cultura periférica e tendências eletrônicas às pistas e playlists.
A parceria reflete um movimento crescente: a união de artistas amazônidas para projetar o tecnomelody e outros ritmos regionais em espaços de maior circulação, incluindo festivais, aparições públicas e as grandes cerimônias que acompanham a COP30 em Belém.
“Um brinde à Amazônia contemporânea”
“Esse remix é sobre liberdade, sobre celebrar quem a gente é e de onde vem. É um brinde à arte independente, à Amazônia contemporânea e à alegria de transformar nossas raízes em dança”, afirma Cella. Ela destaca ainda o caráter simbólico do lançamento:
“É o primeiro remix do meu primeiro álbum e chega perto do meu aniversário. É como celebrar minha trajetória dançando com a minha própria história. Ter a Miss Tacacá e o LofiHouseBoy comigo é um encontro de artistas nortistas que acreditam na força da nossa música, da nossa coragem e da nossa mistura — pop, eletrônico, rockdoido.”
Amazônia nas pistas
A colaboração evidencia a conexão entre vozes emergentes do Norte e produtores que moldam a cena periférica-amazônica. A articulação abre novos caminhos de circulação para o tecnomelody — ritmo marcado por 160 a 180 bpm, timbres amazônicos e a potência das aparelhagens regionais.
O resultado é uma fusão que carrega a identidade do território, ampliando o alcance das batidas amazônicas no Brasil e no exterior.
Conheça os artistas
Cella
Natural do Amazonas, iniciou a carreira ainda na infância. Ganhou destaque nacional ao representar o estado no The Voice Kids 2017, sob o nome Marcella Bártholo. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2018, onde se consolidou nos palcos do teatro musical, recebendo indicações como Atriz Revelação e Atriz Coadjuvante. Hoje, atua como cantora, atriz, produtora e idealizadora.
Miss Tacacá (Taka Furtado)
Belém, Pará. DJ, produtora e performer, traz forte identidade periférica, amazônica e LGBTQIA+. É uma das vozes mais pulsantes da cena amazônica-eletrônica, referência no tecnomelody — ritmo que mistura música eletrônica contemporânea com sons da floresta e das periferias urbanas. Já assinou curadorias e se apresenta em eventos de grande circulação.
LofiHouseBoy
DJ e beatmaker paraense. Conhecido por misturar tecnobrega, carimbó, funk e ritmos periféricos em produções marcadas como “energia brutal na pista”. Sua estética reforça a renovação da música eletrônica amazônica e seu alcance nacional.