Joyce Prado. Foto: Divulgação
Joyce Prado. Foto: Divulgação

A diretora, roteirista e produtora Joyce Prado, uma das vozes mais influentes do cinema contemporâneo no Brasil, morreu nesta quinta-feira (11). Reconhecida por sua atuação em defesa da representatividade negra no audiovisual, ela deixa um legado marcado por obras premiadas e por forte atuação política no setor.

Fundadora da Oxalá Produções e uma das criadoras da Associação de Profissionais Negros do Audiovisual (APAN), Joyce foi protagonista na construção de caminhos mais inclusivos para artistas e realizadores negros. Sua trajetória ganhou notoriedade nacional e internacional ao unir linguagem cinematográfica apurada e resgate histórico.

Seu primeiro longa-metragem, “Chico Rei Entre Nós” (2020), rendeu-lhe o prêmio de Melhor Filme na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, consolidando seu lugar entre os nomes mais importantes da nova geração de cineastas brasileiros.

Além do cinema, Joyce assinou videoclipes de grande impacto cultural, em parceria com a cantora Luedji Luna. Entre eles, “Banho de Folhas”, “3 Marias” e “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água”, produções premiadas no Music Video Festival Awards (MVF) e no Women’s Music Event (WME).

A carreira da diretora também foi marcada pela presença em laboratórios e programas internacionais, como Rotterdam Lab (Holanda), Berlinale Talents (Alemanha) e Ventana Sur (Argentina). Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se as séries “The Beat Diáspora” (YouTube Originals) e “Ancestralidades” (Arte 1).

Legado e Impacto de Joyce Prado

Em nota, a APAN lamentou a morte da cineasta e reafirmou o compromisso de manter viva sua luta:
“Joyce deixa uma contribuição inestimável para o cinema, para a cultura e para a luta coletiva por memória, representação e justiça racial.”

A perda de Joyce Prado representa um impacto profundo no audiovisual brasileiro, especialmente para os movimentos que defendem diversidade, inclusão e reparação histórica no setor.

Editado por Luiz Octávio Lucas