
O cinema sul-coreano perdeu um de seus maiores nomes. O ator veterano Ahn Sung-ki faleceu na manhã da última segunda-feira (05), aos 74 anos, na Coreia do Sul. A informação foi confirmada por sua agência, a Artist Company, e pelo Hospital Universitário Soonchunhyang, em Seul.

Segundo os representantes, o ator tratava um câncer no sangue. Em comunicado oficial, a agência lamentou a morte e prestou solidariedade à família. “Sentimos profunda tristeza com essa perda repentina. Oramos pelo descanso eterno do falecido e expressamos nossas sinceras condolências aos familiares enlutados”, diz a nota.
Com uma carreira que atravessou mais de seis décadas, Ahn Sung-ki é considerado um dos artistas mais respeitados da história do cinema sul-coreano. Ele atuou em mais de 130 filmes, incluindo produções marcantes como “684: Unidade de Combate” e “Radio Star”, tornando-se referência para diferentes gerações de atores.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, também se manifestou e destacou o legado deixado pelo ator. Em mensagem de condolências, afirmou que Ahn proporcionou conforto, alegria e reflexão ao público ao longo de sua trajetória. “Já sinto falta do seu sorriso caloroso e da sua voz gentil”, escreveu.
Nascido em 1952, Ahn iniciou a carreira ainda criança e participou de mais de 70 produções durante a infância. Após esse período, afastou-se das telas para levar uma vida comum e cursar a universidade. O retorno ao cinema ocorreu em 1977, quando passou a construir a fase mais sólida e reconhecida de sua carreira.
Reconhecimento e Premiações

Consagrado pela crítica e pelo público, Ahn Sung-ki acumulou inúmeros prêmios ao longo da carreira, com destaque para o recorde de conquistas no Grand Bell Awards, a principal premiação do cinema da Coreia do Sul. Fora das telas, era admirado pela conduta ética, pela discrição na vida pessoal e pelo respeito no convívio profissional, atributos que o tornaram uma referência para artistas de várias gerações dentro da indústria cinematográfica.
Projeção Internacional
Ahn Sung-ki também participou de produções internacionais, como o filme “Os Últimos Cavaleiros”, do diretor Kazuaki Kiriya, contracenando com Morgan Freeman, Clive Owen e Cliff Curtis, ampliando sua projeção fora da Ásia.