
O Festival Amazônia Queer encerrou sua mais recente edição consolidando Alter do Chão como um dos principais territórios de criação, encontro e celebração das existências LGBTQIAPN+ na Amazônia. Durante três dias de programação gratuita, o evento reuniu grande público e promoveu uma intensa ocupação cultural que integrou música, tradições populares, experimentações artísticas e debates políticos e sociais.
Entre os momentos mais simbólicos esteve a ocupação da tradicional roda de carimbó Quinta do Mestre, que ficou lotada ao conectar manifestações ancestrais, como as apresentações do Coletivo de Mestres de Alter do Chão e as encenações do Boto Tucuxi e do Boto Cor-de-Rosa, às expressões contemporâneas de grupos como Karuana e Suraras do Tapajós. O encontro reafirmou o protagonismo feminino, indígena e LGBTQIAPN+ como eixo central da programação.

Celebração de corpos, identidades e expressões
A cultura Ballroom também marcou um dos pontos altos do festival, com comando da DJ Pedrita, transformando o espaço em uma celebração de corpos, identidades e expressões dissidentes, em uma atmosfera de pertencimento, liberdade e afirmação coletiva. Outro destaque foi o show de Raidol, que levou ao palco o pop amazônico em diálogo com sensualidade, romantismo e pistas de dança, consolidando a artista como uma das forças musicais desta edição.
O público também acompanhou apresentações intensas e de forte interação, como o show de Rawi, além da diversidade sonora de AQNO, que transitou entre brega, reggae e composições autorais. A programação reuniu ainda DJs e performances de diferentes cidades da região Norte, como Santarém, Altamira — com A Princesinha do Xingu — e Manaus, representada pela DJ Noologia, ampliando o diálogo entre cenas culturais amazônicas.

Celebração de corpos, identidades e expressões
Para além dos palcos, o Festival Amazônia Queer promoveu rodas de conversa sobre inclusão, direitos e políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQIAPN+, além de feira criativa e exposições de arte, fortalecendo a economia criativa e o trabalho de empreendedores e artistas locais.
Realizado pelo Alter do Som, o Festival Amazônia Queer contou com patrocínio da Lei Rouanet Norte, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e Ministério da Cultura, encerrando esta edição como um evento estratégico para o fortalecimento da cena cultural do oeste do Pará e para a afirmação de uma Amazônia plural, diversa e contemporânea.
