Exposição Força Interior representa a estreia da Bienal das Amazônias na Bienal Kochi-Muziris, conectando simbolicamente Brasil e Índia. Foto: Shanti
Exposição Força Interior representa a estreia da Bienal das Amazônias na Bienal Kochi-Muziris, conectando simbolicamente Brasil e Índia. Foto: Shanti

A Bienal das Amazônias participa pela primeira vez da Bienal Kochi-Muziris, em Kerala, na Índia, uma das maiores mostras de arte contemporânea da Ásia. A presença amazônica se dá por meio da exposição Força Interior, com curadoria de Keyna Eleison, que reúne cinco artistas e um coletivo que integraram a Bienal das Amazônias entre 2023 e 2024. A Bienal Kochi-Muziris abre no dia 12 de dezembro de 2025 e segue até 31 de março de 2026, ocupando dezenas de espaços em Fort Kochi, Mattancherry e Ernakulam, num evento que se estende por 110 dias.

A proposta estabelece um diálogo direto entre Amazônia e Ásia, ampliando a circulação da produção artística do Norte do Brasil no cenário internacional. A articulação que permitiu essa estreia teve início em Belém, durante o 1º Encontro de Gestores Culturais Sul-Sul, realizado em 2024 no Centro Cultural Bienal das Amazônias.

O encontro aproximou representantes de diversos países do Sul Global e abriu caminhos para que a Bienal das Amazônias fosse incluída na programação indiana. Segundo Keyna Eleison, diretora de pesquisa e conteúdo da Bienal, essa conexão foi decisiva para consolidar a participação.

A exposição Força Interior responde ao gesto curatorial da Bienal Kochi-Muziris, que trabalha o “por ora” como método e ética. A mostra adota o “brotar” como linguagem viva, situada entre o visível e o invisível, evocando um tempo contínuo de transformação.

A imagem central é a semente da manga em processo de brotação, referência simbólica que conecta Índia e Brasil. Originária do subcontinente indiano e trazida ao país durante o período colonial, a manga surge como símbolo de deslocamento, memória e recomeço, indicando que aquilo que parece fim é, na verdade, um novo início.

Artistas e coletivos da mostra

Keyna explica que os artistas reunidos funcionam como sementes capazes de transformar o solo, fertilizar o comum e criar novas gramáticas do sensível. Participam da mostra Nay Jinknss, Jenoveva Arirepia, Rona, Claudia Casarino, Armando Queiroz e o coletivo LkProd, reforçando a potência da produção amazônica no circuito contemporâneo internacional.

Serviço

A Bienal Kochi-Muziris abre no dia 12 de dezembro de 2025 e vai até 31 de março de 2026. O evento terá uma duração de 110 dias e acontecerá em vários locais em Fort Kochi, Mattancherry e Ernakulam, na Índia.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.