Belém inicia 2026 ao som do samba com 1º Arrastão Cultural do Rancho no Jurunas. Fotos: Antonio Melo
Belém inicia 2026 ao som do samba com 1º Arrastão Cultural do Rancho no Jurunas. Fotos: Antonio Melo

O dia 1º de janeiro foi marcado por clima festivo e pelo ritmo do samba com a realização do 1º Arrastão Cultural do Rancho 2026, que levou a tradição carnavalesca às ruas do bairro do Jurunas, em Belém. A iniciativa reuniu centenas de foliões e simbolizou a abertura informal do calendário de carnaval na capital paraense.

Para o presidente do Rancho, Jackson Santarém, 63, o arrastão realizado no dia 1º de janeiro já se consolidou como uma tradição. Segundo ele, a iniciativa simboliza a largada do carnaval em Belém e mobiliza carnavalescos de bairros vizinhos, como a Cremação. “O carnaval merece mais do que respeito, merece dignidade, porque é nossa cultura”, afirmou.  

A concentração ocorreu durante a tarde, no cruzamento da avenida Roberto Camelier com a avenida Bernardo Sayão. De lá, os participantes seguiram em cortejo até a Sede da Pioneira, ponto tradicional de encontro dos brincantes da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná, localizada na rua dos Timbiras, com a travessa Honório José dos Santos, em um percurso com cerca de 1,8 quilômetro de extensão.

Frequentador assíduo de eventos carnavalescos, o funcionário público Castelo Júnior, 62, destacou a importância do arrastão como forma de valorização cultural. Ele afirmou já estar na expectativa para o mês de fevereiro, período do carnaval. “É um aquecimento para os próximos arrastões pela cidade”, ressaltou.    

Ao longo de todo o percurso, o arrastão foi marcado pela animação, descontração e participação da comunidade. Um carro-som conduziu o cortejo, embalando os foliões ao som do samba e reforçando o caráter popular do evento. A chegada à sede da escola foi celebrada com mais música e confraternização entre os participantes.

Quem também faz questão de participar é o autônomo Dino Teles, 70, que todos os anos inclui o primeiro arrastão do Jurunas na agenda. Para ele, o carnaval representa um período de alegria e convivência. “Eu participo de blocos nos bairros. Gosto de ver a animação”, disse o folião, que se declara fã da festa.  

Aberto ao público de todas as idades e com entrada gratuita, o arrastão tem como objetivo fortalecer os laços comunitários no Jurunas e valorizar a cultura popular paraense, especialmente as tradições do samba em Belém. O evento se propõe a ser um marco no calendário cultural da cidade logo no início do ano, ressaltando ainda mais o papel da escola Rancho como referência no samba paraense.

O vice-presidente do Rancho, Roberto Maués, 56, destacou o papel social do evento. Segundo ele, o arrastão é uma forma de mobilizar a comunidade jurunense e levar alegria às ruas do bairro. “O arrastão simboliza gratidão pelos brincantes que valorizam tanto a nossa agremiação”, afirmou.