Jojo Todynho
Jojo Todynho

Jojo Todynho teve negado um recurso apresentado à Justiça na tentativa de barrar o andamento do processo criminal que apura a acusação de agressão contra uma colega de faculdade. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, que considerou haver elementos suficientes para a continuidade da ação penal relativa ao episódio ocorrido em março do ano passado, dentro da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

No recurso, a defesa da cantora sustentava a inexistência de justa causa para o prosseguimento do processo, argumento que foi rejeitado pelo juiz responsável pelo caso. Segundo os advogados, o principal elemento apresentado pela vítima, Gabriela dos Santos do Nascimento — um vídeo que registraria o momento da agressão — teria qualidade ruim, o que, na avaliação da defesa, comprometeria a correta análise dos fatos e inviabilizaria a acusação. O magistrado, contudo, entendeu que a denúncia atende aos requisitos legais previstos no Código de Processo Penal e that a suposta fragilidade do material audiovisual deverá ser debatida ao longo da instrução do processo, e não usada para encerrar a ação de forma antecipada.

Com a decisão, a Justiça mantém de pé a acusação de que Jojo Todynho teria desferido um tapa no rosto da colega durante uma discussão no ambiente universitário, episódio que ganhou grande repercussão após vir a público. À época, em abril do ano passado, quando o caso se tornou conhecido, a cantora usou as redes sociais para se manifestar, adotando um tom de indignação e negação dos fatos. Em vídeos publicados para seus seguidores, Jojo afirmou que só poderia se defender formalmente após ser citada no processo e disse não reconhecer a agressão relatada pela vítima. Também anunciou que estudava processar a colega por falsa comunicação de crime, além de calúnia e difamação, alegando estar sendo alvo de acusações infundadas.

Desdobramentos do Caso Jojo Todynho na Justiça

Ainda nas declarações públicas, a cantora afirmou estar tranquila quanto ao desfecho do caso e insinuou que a denúncia teria motivação financeira, argumento comum em embates judiciais envolvendo figuras públicas — velho roteiro, nova protagonista. Apesar do discurso firme nas redes, a decisão judicial indica que, pelo menos por ora, o Judiciário entende que há indícios suficientes para que o caso siga seu curso normal, com produção de provas e eventual oitiva das partes, até que se chegue a uma conclusão definitiva sobre o episódio ocorrido dentro da instituição de ensino.

Editado por Luiz Octávio Lucas