
Com carisma, propósito e uma trajetória marcada por autenticidade, Pâmela Lucciola tem se consolidado como uma das vozes femininas mais potentes da TV brasileira. Baiana de Itabuna, ela conquistou o público pela forma sensível e firme com que conduz pautas que valorizam a diversidade, a cultura e o olhar humano sobre o cotidiano. Atualmente à frente do Melhor da Noite, na Band, Pâmela vive uma fase de expansão profissional, marcada por novos projetos e uma presença cada vez mais ativa no debate sobre representatividade e pluralidade na mídia.

Entrevista com Pâmela Lucciola
1. Você iniciou sua trajetória na TVE Bahia e, hoje, está em rede nacional pela Band. O que mais te moveu nessa caminhada até aqui?
A vontade de comunicar de forma verdadeira sempre me guiou. Desde a TVE Bahia, meu propósito era mostrar que a televisão pode ser plural, pode representar o Brasil de diferentes formas. Eu sempre acreditei no poder da comunicação como ferramenta de transformação, e essa crença me fez buscar cada espaço com muita entrega e respeito ao público.
2. O Melhor da Noite marca um novo momento na sua carreira. O que essa fase representa pra você?
Representa amadurecimento. É um espaço de experimentação, de poder unir jornalismo e entretenimento com leveza, mas sem perder a profundidade. Essa volta ao Melhor da Noite, agora como titular, me permite colocar em prática ideias que venho amadurecendo há anos. Acredito que a TV precisa acompanhar as transformações do público, e é isso que estamos tentando construir.
Representatividade e o Nordeste na TV
3. Você é uma mulher nordestina ocupando um lugar de destaque na televisão aberta. Como enxerga essa representatividade?
Com responsabilidade e alegria. Eu não carrego isso como peso, mas como missão. Sei que de onde eu vim há muitos profissionais talentosos que sonham em ter as mesmas oportunidades. Então, estar aqui é também sobre abrir caminho para outros. Quero que meninas e meninos do Nordeste se vejam na tela e pensem: “Eu também posso chegar lá”.
4. Fora da TV, você também fala sobre moda, bem-estar e estilo de vida. Como esses temas se conectam à sua forma de comunicar?
A moda, pra mim, é uma linguagem. É expressão, identidade e cultura. Quando lancei minha collab com a Boah, quis mostrar que moda e comunicação caminham juntas, porque ambas têm o poder de dizer quem somos. Eu gosto de trazer esse olhar humano — seja falando de comportamento, de saúde mental ou de representatividade — tudo está interligado.
5. Olhando para o futuro, quais projetos e temas você ainda deseja explorar?
Quero seguir aprofundando pautas sociais e culturais, que provoquem reflexão e diálogo. Tenho vontade de ampliar minha atuação como produtora de conteúdo, criar formatos que unam informação e entretenimento de forma inovadora. E, claro, continuar levando o Brasil que nem sempre é visto para dentro das telas. É isso que me inspira todos os dias.
Editado por Luiz Octávio Lucas