
A família de Bruce Willis avalia a possibilidade de doar o cérebro do ator para a ciência após sua morte, em um gesto que pode representar uma contribuição significativa para a compreensão da Demência Frontotemporal (DFT).
A condição, que já afastou o astro de Hollywood da carreira, provoca alterações no comportamento, na linguagem e em funções cognitivas, e ainda apresenta muitas lacunas para a medicina.
A expectativa é que o tecido cerebral de Willis, cuja trajetória clínica vem sendo acompanhada de perto por especialistas, possa servir de base para estudos que aprofundem o conhecimento sobre os mecanismos da doença, auxiliando na busca por diagnósticos mais precisos e, futuramente, tratamentos mais eficazes.
A condição de Bruce
A condição de saúde do ator veio a público inicialmente com o diagnóstico de afasia, em 2022, um distúrbio de linguagem. Depois, exames confirmaram que se tratava de Demência Frontotemporal, uma enfermidade progressiva que não tem cura. Desde então, a família tem se mobilizado para oferecer suporte ao ator e ampliar o debate sobre a necessidade de mais pesquisas na área.
Demência Frontotemporal (DFT)
A DFT é um tipo de demência causada pela degeneração gradual dos lobos frontal e temporal do cérebro, áreas responsáveis pelo comportamento, emoções, personalidade, tomada de decisões e linguagem.
É uma doença progressiva, sem cura, e costuma aparecer mais cedo que outros tipos de demência, muitas vezes entre os 45 e 65 anos.
Por que é uma doença tão difícil de estudar?
A DFT envolve vários subtipos e pode se manifestar de maneiras muito diferentes. Além disso, é mais rara, o que limita a quantidade de cérebros estudados. Por isso, a eventual doação do cérebro de Bruce Willis pode ser tão importante: ajuda pesquisadores a entender melhor as alterações que acontecem no tecido cerebral.