
Saber quanto tempo a maconha permanece no organismo não é tão simples quanto parece. A resposta depende do nível de consumo, da frequência de uso, da taxa de metabolismo e, sobretudo, do tipo de exame aplicado. Entre os métodos mais comuns estão os testes de urina, sangue e queratina, cada um com sua própria “janela de detecção”. Como explicam especialistas, “não existe um prazo único”, já que o corpo reage de forma diferente em usuários ocasionais, moderados ou intensivos.
Nos exames de urina, os mais utilizados, essa variação aparece de maneira clara. Quem faz uso moderado pode ter traços identificáveis entre 7 e 13 dias. Já usuários frequentes podem chegar a 15 dias, enquanto quem consome intensamente pode ter resultados positivos até cerca de 30 dias após o último uso. No sangue, a detecção é mais curta: “a substância é metabolizada com rapidez”, e por isso tende a desaparecer em até 24 horas em usuários eventuais ou até 7 dias entre os mais habituais.
Testes de Queratina e Detecção Prolongada
O teste de queratina, feito a partir de fios de cabelo ou pelos, é o que registra o período mais longo. Mesmo depois de metabolizada, a substância deixa marcas que ficam retidas no fio, podendo ser identificadas de 90 a 180 dias. Em amostras de cabelo, basta uma mecha de 3 cm para captar os últimos três meses; já pelos do corpo ampliam esse alcance para até seis meses. Compreender essas diferenças ajuda não só a esclarecer dúvidas, mas também a orientar quem precisa realizar exames toxicológicos com segurança e informação clara.
Editado por Débora Costa