Intoxicação por refrigerante em servidores de saúde acende alerta

Na cidade de Santa Cecília (SC), 11 servidores públicos da área da saúde foram intoxicados após consumirem um refrigerante durante uma confraternização na unidade de saúde onde trabalham. O episódio está sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.

Pouco mais de uma hora após o consumo da bebida, os profissionais começaram a apresentar um conjunto de sintomas graves: grande sonolência e fraqueza; tonturas persistentes, lapsos de memória e dificuldade para lembrar o que aconteceu após o consumo; sensação de “língua pesada”, náuseas, vômitos e tremores intensos, além de distúrbios de fala em alguns casos.

Seis das pessoas intoxicadas chegaram a receber alta hospitalar, mas retornaram às dependências médicas ao reapresentarem sintomas pouco tempo depois.

Suspeitas e Ações Legais

As investigações apontam que o refrigerante foi entregue por uma mulher, tia de um ex-servidor do local, que havia sido afastado por denúncias de assédio sexual. A suspeita é que o ato tenha sido motivado por vingança. A polícia já prendeu a tia e o sobrinho, e apreendeu uma arma na residência da mulher, que permanece em silêncio.

Interdição e Impacto na Comunidade

A cozinha da unidade de saúde foi interditada pela vigilância sanitária para perícia e análise das amostras da bebida e de alimentos consumidos no local. A comunidade de Santa Cecília ficou em choque com o fato, descrito como inédito em 60 anos de funcionamento do hospital local.

Mesmo assim, os atendimentos foram mantidos pela secretaria municipal e vítimas recebem acompanhamento médico e psicológico.

O episódio evidencia que não se trata de uma intoxicação acidental simples, mas possivelmente de crime com uso de bebida adulterada — o que agrava o risco à saúde. O laudo da perícia será crucial para descobrir a substância envolvida, definir responsabilidades e evitar novas ocorrências.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.