
Na cidade de Santa Cecília (SC), 11 servidores públicos da área da saúde foram intoxicados após consumirem um refrigerante durante uma confraternização na unidade de saúde onde trabalham. O episódio está sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.
Pouco mais de uma hora após o consumo da bebida, os profissionais começaram a apresentar um conjunto de sintomas graves: grande sonolência e fraqueza; tonturas persistentes, lapsos de memória e dificuldade para lembrar o que aconteceu após o consumo; sensação de “língua pesada”, náuseas, vômitos e tremores intensos, além de distúrbios de fala em alguns casos.
Seis das pessoas intoxicadas chegaram a receber alta hospitalar, mas retornaram às dependências médicas ao reapresentarem sintomas pouco tempo depois.
Suspeitas e Ações Legais
As investigações apontam que o refrigerante foi entregue por uma mulher, tia de um ex-servidor do local, que havia sido afastado por denúncias de assédio sexual. A suspeita é que o ato tenha sido motivado por vingança. A polícia já prendeu a tia e o sobrinho, e apreendeu uma arma na residência da mulher, que permanece em silêncio.
Interdição e Impacto na Comunidade
A cozinha da unidade de saúde foi interditada pela vigilância sanitária para perícia e análise das amostras da bebida e de alimentos consumidos no local. A comunidade de Santa Cecília ficou em choque com o fato, descrito como inédito em 60 anos de funcionamento do hospital local.
Mesmo assim, os atendimentos foram mantidos pela secretaria municipal e vítimas recebem acompanhamento médico e psicológico.
O episódio evidencia que não se trata de uma intoxicação acidental simples, mas possivelmente de crime com uso de bebida adulterada — o que agrava o risco à saúde. O laudo da perícia será crucial para descobrir a substância envolvida, definir responsabilidades e evitar novas ocorrências.