
A Helicobacter pylori é uma bactéria bastante comum que se instala no estômago ou no intestino e, na maioria dos casos, é adquirida por meio do consumo de água ou alimentos mal higienizados. Embora muitas pessoas convivam com o micro-organismo sem apresentar sintomas, em outros casos a infecção pode provocar dor e queimação abdominal, gastrite, úlceras e, em situações mais graves e prolongadas, até câncer gástrico.
O diagnóstico deve ser feito por um médico, geralmente por exames como a endoscopia, e o tratamento pode envolver o uso de antibióticos, dependendo da presença de sintomas e da gravidade do quadro.
A importância da alimentação no controle da H. pylori
Além da medicação, a alimentação exerce papel fundamental tanto na prevenção quanto no controle da H. pylori. Uma dieta adequada ajuda a reduzir a irritação da mucosa gástrica, melhora a digestão e contribui para o equilíbrio da flora intestinal.
Durante o tratamento, é recomendado evitar alimentos que estimulam a produção excessiva de ácido gástrico ou causam gases, como café, chá mate, refrigerantes, bebidas gaseificadas, sucos artificiais, produtos industrializados, pimentas, frutas cítricas, alho, cebola, temperos em excesso, batata, ervilha, feijão, outras leguminosas e até mesmo a couve, dependendo da tolerância individual.
Alimentos benéficos durante o tratamento
Por outro lado, alguns alimentos devem ser priorizados. Os probióticos, presentes em iogurtes naturais e no kefir ou em forma de suplementos, ajudam a fortalecer a flora intestinal, melhoram a absorção de nutrientes e podem auxiliar no combate à bactéria.
As gorduras boas, como o ômega-3 e o ômega-6, encontradas em peixes, azeite de oliva e sementes, também contribuem para impedir o crescimento descontrolado da H. pylori. Carnes brancas e peixes são mais leves e melhor tolerados pelo sistema digestivo, enquanto vegetais como brócolis, couve-flor e repolho são ricos em isotiocianatos, substâncias associadas à proteção do estômago e à prevenção do câncer.
Frutas e legumes bem lavados, fontes importantes de fibras, completam a dieta ao favorecer o funcionamento intestinal. Para um plano alimentar mais individualizado, a orientação de um nutricionista é essencial, garantindo segurança e melhores resultados durante o tratamento.