
O Brasil registrou o primeiro caso do subclado K do vírus influenza A (H3N2), conhecido como “gripe K”. A confirmação foi feita por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) a partir de uma amostra coletada em Belém, no Pará.
O material foi inicialmente analisado pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA) em novembro deste ano, que identificou o vírus influenza A (H3N2). Em seguida, a amostra passou por sequenciamento genético no IOC, referência nacional do Ministério da Saúde e internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmando tratar-se do subclado K, também chamado de J.2.4.1.
A paciente é uma mulher adulta, estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Segundo as autoridades de saúde, o caso foi classificado como importado e, até o momento, não há evidências de transmissão local da nova variante no país.
O subclado K vem sendo monitorado internacionalmente devido à rápida disseminação em países da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. Em dezembro, a OMS alertou para o aumento da circulação do influenza A no Hemisfério Norte, impulsionado pelo inverno.
Apesar do alerta, especialistas afirmam que o aumento recente de casos de gripe no Brasil não está relacionado ao subclado K. “O clado em circulação no país neste momento é outro, o J.2.3”, explica a virologista Marilda Siqueira, da Fiocruz.
Segundo pesquisadores, não há indicação de maior gravidade associada à nova variante. A vacinação contra a gripe segue sendo a principal forma de proteção, especialmente para reduzir casos graves e internações. A OMS já atualizou a composição da vacina para incluir cepas mais próximas dos vírus atualmente em circulação, incluindo o subclado K.
As autoridades reforçam ainda medidas básicas de prevenção, como higienizar as mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas respiratórios e procurar atendimento médico ao apresentar febre ou sinais de agravamento.
Com informações do Instituto Oswaldo Cruz